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Porto Alegre, domingo, 21 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 22/01/2018. Alterada em 21/01 às 21h26min

Presídio federal em Charqueadas pode ficar pronto até dezembro

Área que receberá prisão tem 25 hectares e fica às margens da ERS-401, no município de Charqueadas

Área que receberá prisão tem 25 hectares e fica às margens da ERS-401, no município de Charqueadas


/BERNARDO SOUZA/PMCH/DIVULGAÇÃO/JC
Isabella Sander
Em visita ao Estado na sexta-feira, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, revelou que o primeiro presídio federal do Rio Grande do Sul, em Charqueadas, pode ficar pronto até dezembro. A conclusão em curto espaço de tempo será possível se o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar o uso de estrutura pré-moldada, com monoblocos, na construção - como apenas uma empresa, a Verdi Sistemas Construtivos, tem o know how desse tipo de estrutura em presídios, se o pré-moldado for utilizado, não haverá necessidade de licitação, que é a parte mais demorada do processo.
"Se conseguirmos convencê-los da inexigibilidade de licitação, poderemos usar o sistema pré-moldado, e tudo estará pronto antes de dezembro. Se não, o edital (para licitar uma empresa para construção nos moldes tradicionais) sai em fevereiro", relata o ministro. A Verdi, empresa que opera com pré-moldados, já construiu centros de triagem no Rio Grande do Sul e trabalha, atualmente, no novo presídio de Porto Alegre, no terreno do Presídio Central.
O presídio federal terá capacidade para receber 218 presos de alta periculosidade. São líderes de facções ou grupos criminosos perigosos demais para ficarem em seu estado de origem, uma vez que o presídio estadual não oferece todas as condições de segurança necessárias para impedir que mantenham liderança sobre seu grupo.
O investimento será de R$ 42 milhões. A obra acontecerá em uma área de 25 hectares às margens da ERS-401, em Charqueadas, Região Carbonífera. "Este é um passo de muita certeza a caminho da esperança. A segurança pública é, hoje, depois das finanças, o tema que mais desafia e preocupa a sociedade civil", observa Jardim.
O ministro relata que muitos municípios e estados se dispuseram, inicialmente, a aceitar abrigar os presídios federais anunciados pelo presidente Michel Temer, mas "uma campanha insidiosa e desinformada indispôs a população contra essa iniciativa", apesar de não haver registro, segundo ele, de nenhum município sede de prisões federais que tenha tido aumento de criminalidade. "Até porque, de dentro de um presídio federal, ninguém, até hoje, escapou", salienta. Esse foi o caso de Eldorado do Sul, cuja prefeitura, inicialmente, aceitou sediar a casa prisional, mas desistiu após perceber a contrariedade dos moradores a respeito.
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