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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Polícia

Notícia da edição impressa de 09/01/2018. Alterada em 08/01 às 22h47min

Decretada a prisão de sete acusados de matar crianças em ritual satânico

A Polícia Civil do Estado decretou ontem a prisão preventiva de sete pessoas suspeitas de participação em um suposto ritual satânico, que terminou com o esquartejamento de duas crianças. Quatro dos investigados já estão detidos, inclusive o líder do grupo, intitulado como "mestre e bruxo" pelos investigadores. Outros três suspeitos são considerados foragidos. As informações foram detalhadas em coletiva de imprensa promovida pela 2ª Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos.
Os restos mortais das duas vítimas, que seriam irmãos por parte de mãe e teriam idade entre 8 e 12 anos, foram encontrados em setembro de 2016 na Lomba Grande, zona rural de Novo Hamburgo. Os restos mortais estavam à margem de uma estrada, dentro de sacolas plásticas e caixas de papelão. A suspeita é que as vítimas residissem na Argentina, na região de Missiones ou Corrientes. De acordo com as investigações, o ritual teria custado R$ 25 mil e sido encomendado por dois homens, que supostamente buscavam ajuda sobrenatural para obter sucesso em seus negócios.
O delegado Moacir Fermino, responsável pela investigação, qualificou o crime como "bárbaro e cruel", cometido por "discípulos de satanás". O ritual teria ocorrido em um templo em Morungava, no interior de Gravataí, e pode ter envolvido consumo de carne e sangue humano. Há indícios, segundo o delegado, de que as crianças estavam vivas quando o ritual teve início. Agora, o principal objetivo é identificar as vítimas, com possível apoio de autoridades da Argentina.
Durante a coletiva, o delegado mencionou "uma revelação" para "dois profetas de Deus", que teria sido decisiva para chegar à resolução do caso. A declaração levou o chefe da Polícia Civil gaúcha, Emerson Wendt, a convocar uma reunião para avaliar os procedimentos técnicos usados durante o inquérito. A tendência é que Fermino, que assumiu o caso enquanto o delegado Rogério Baggio está em férias, deixe o comando das investigações quando o titular reassumir o posto.
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