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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Relações trabalhistas

Notícia da edição impressa de 02/01/2018. Alterada em 01/01 às 20h53min

Servidora demitida após sofrer assédio sexual será reintegrada ao GHC

Isabella Sander
Demitida por justa causa em julho de 2017, depois de denunciar assédio sexual cometido por um médico, a higienizadora concursada Raquel Furtado, de 34 anos, ganhou na Justiça o direito de voltar a trabalhar no Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A decisão foi do juiz do Trabalho Gustavo Jaques. A instituição terá cinco dias após ser notificada para reintegrar a servidora no seu quadro de funcionários, sob pena de multa diária de R$ 500,00. Raquel também receberá R$ 15 mil de indenização.
O condenado por assédio é o clínico-geral Renato Gabriel. Além de atuar no Hospital Nossa Senhora da Conceição, o médico também foi membro da Comissão de Ética da instituição.
À decisão cabe recurso. Como o Judiciário se encontra em recesso, o GHC deverá ser notificado a partir de 22 de janeiro. O magistrado responsável informou, em sua sentença, que o médico não compareceu à perícia em que buscaria comprovar que não cometeu o assédio sexual e que o grupo hospitalar não comprovou as alegações que fundamentaram a dispensa da funcionária, de que ela faltou várias vezes de forma injustificada e se afastou de seu setor durante horário de trabalho.
O advogado de defesa, Otávio Pan, afirma também que o Conceição não finalizou sua investigação interna referente à suspeita de assédio. O juiz Gustavo Jaques considerou, por outro lado, que Raquel conseguiu comprovar que sofreu, de fato, assédio sexual.
A higienizadora denunciou o caso para a Polícia Civil e para a gestão do GHC em 2016. Sem retorno, em abril de 2017 publicou sua denúncia no Facebook. O hospital abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a servidora, por "denegrir" a imagem do estabelecimento, e contra o médico, por assédio. A investigação contra Raquel terminou em dez dias, quando esta foi informada que estava sendo demitida por justa causa. Já o PAD contra o médico nunca foi concluído. A demissão gerou protestos de colegas da funcionária em julho, em frente ao Hospital Nossa Senhora da Conceição.
Segundo Raquel, Renato Gabriel passou a mão em suas nádegas duas vezes seguidas nos corredores do Hospital Conceição. Após a denúncia, a servidora foi transferida de setor e até mesmo de hospital por um período, enquanto o médico se manteve no local de trabalho.
 
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