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Reforma da Previdência

30/01/2018 - 23h48min. Alterada em 30/01 às 22h25min

Moreira Franco diz que só 44% são contra Reforma da Previdência

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, usou o Twitter para antecipar o resultado de uma pesquisa Ibope, contratada pela Presidência da República, para avaliar a aceitação da reforma da Previdência pela população. "Pesquisa Ibope, concluída ontem (segunda-feira), mostra pela primeira vez que menos da metade dos entrevistados (44%) se dizem contrários à reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer", escreveu Moreira. Ele classificou a informação como "boa notícia". A pesquisa ainda não foi divulgada na íntegra.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, usou o Twitter para antecipar o resultado de uma pesquisa Ibope, contratada pela Presidência da República, para avaliar a aceitação da reforma da Previdência pela população. "Pesquisa Ibope, concluída ontem (segunda-feira), mostra pela primeira vez que menos da metade dos entrevistados (44%) se dizem contrários à reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer", escreveu Moreira. Ele classificou a informação como "boa notícia". A pesquisa ainda não foi divulgada na íntegra.
Segundo o ministro, a pesquisa - feita entre 25 e 29 de janeiro - mostra ainda que 63% dos entrevistados concordam que servidores públicos e funcionários privados devem ter as mesmas regras previdenciárias. "Ou seja: igualdade de direitos para todos. Seguimos em frente na luta contra privilégios, pelo bem do Brasil e dos brasileiros", afirmou.
Moreira Franco disse ainda que as pessoas "estão se convencendo, cada vez mais, de que a reforma acabará com os privilégios de quem ganha muito e trabalha pouco, além de garantir investimentos em saúde e educação".
Já o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, voltou a defender a reforma em palestra no fim da manhã desta terça-feira, no Rio. Segundo Dyogo, a proposta do governo é gradual e deve ser aprovada logo. Ao concluir sua fala, após reafirmar a disposição do governo em votar a reforma em fevereiro e dizer que o Planalto já conta com 270 votos a favor, Dyogo destacou que deixar o assunto para 2019 é pior. "Não aprovar a reforma este ano torna mais difícil aprovar ano que vem."
Antes, o ministro destacou as qualidades da proposta feita pelo governo. "A reforma não é dura é gradual, com transição longa, preservando os direitos", disse Dyogo Oliveira, que também citou números.
Segundo ele, o Brasil gasta 57% da despesa do governo federal com a Previdência, contra apenas 2% com investimentos. A média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 20% dos gastos, afirmou Oliveira. "Estamos gastando com o passado e nada com o futuro", disse o ministro, ressaltando que o tamanho dos gastos previdenciários piora a cada ano. "Em 2010, era menos de 50% (da despesa federal)", disse.
Apesar disso, o tema é difícil de ser comunicado à sociedade, segundo o ministro. Nas redes sociais, por exemplo, "há um certo isolamento dos grupos", que impede a transmissão da mensagem de que a reforma e importante.
Dyogo Oliveira rebateu ainda críticas como o fato de vários membros do governo terem se aposentado precocemente ("ninguém pode ser acusado de cumprir a lei", disse) e o fato de o Planalto ter deixado de lado o sistema previdenciário dos militares. "A reforma deles não precisa ser constitucional, pode ser por lei ordinária. Pode ser enfrentada com mais facilidade, tão logo seja enfrentado o problema geral", afirmou, repetindo a posição do governo sobre esse tema.