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Porto Alegre, terça-feira, 23 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 24/01/2018. Alterada em 23/01 às 23h06min

Em Davos, Blairo Maggi dirá que agricultura não gera desmatamento

O governo brasileiro tentará convencer líderes internacionais durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, de que a produção agrícola no País não é a fonte de desmatamento e que dados coletados de satélite revelam que apenas 9% do território nacional é usado para cultivos.
A tarefa de tentar modificar a imagem do Brasil no exterior caberá ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Segundo ele, as informações veiculadas sobre o desmatamento no País seria uma forma de minar a concorrência das exportações nacionais.
De acordo com o ministro, à medida em que o Brasil ganhava destaque internacional no setor exportador, as críticas passaram a aumentar. "Muitos nos viam como ameaça, como um competidor, como de fato somos", disse. "Ao longo desses anos, passaram a acusar o Brasil de não respeitar os direitos trabalhistas e ambientais. Esse ambiente foi se consolidando", constatou.
Maggi, porém, insiste que agora é a vez de o País começar a reagir e que isso será feito em Davos. "O que nos resta a fazer é enfrentar esse assunto, com dados científicos e que possam ser auditados por qualquer um", apontou.
Aos empresários e líderes estrangeiros, o ministro revela que vai apresentar dados coletados pela Embrapa que mostram o cenário da produção no País, feito a partir de imagens de satélite. "Temos apenas 9% do território ocupado pela agricultura, 13% pela pecuária e mais 8% para a pecuária em pastagens naturais", disse. "O Brasil, portanto, é um país que alterou muito pouco o que tínhamos quando Pedro Álvares Cabral chegou", insistiu Maggi. "63% das áreas ainda estão preservadas. Nenhum país do mundo tem mais isso. Vamos, agora, fazer um levantamento sobre outros países e comparar", prometeu o ministro.
Segundo ele, nos EUA, o resultado desse levantamento foi o inverso do brasileiro em termos de ocupação. "Vamos fazer, agora, esse levantamento sobre nossos críticos, como Alemanha, França, e mostrar o que temos e o que eles têm", disse.
"Fizemos a coisa certa. Vocês (europeus) que ficam inventando história contra nós que depois viram lendas urbanas. Agora, temos dados científicos para confrontar isso", completou o ministro.
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