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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

17/01/2018 - 20h32min. Alterada em 17/01 às 20h46min

Bolsas de Nova Iorque renovam recordes; Dow Jones fecha acima dos 26 mil pontos

Os mercados acionários americanos dissiparam o movimento baixista do dia anterior e deram prosseguimento ao rali visto neste início de ano, ao apresentarem forte avanço nesta quarta-feira (17) com o Dow Jones encerrando o dia acima da marca dos 26 mil pontos pela primeira vez na história.
O índice Dow Jones fechou em alta de 1,25%, aos 26.115,65 pontos; o S&P 500 ganhou 0,94%, aos 2.802,56 pontos; e o Nasdaq subiu 1,03%, aos 7.298,28 pontos. Com esse resultado, os três indicadores renovaram máximas históricas de fechamento.
O Dow Jones apresentou seu melhor resultado nos primeiros dez dias do ano desde 2003, ajudado por sinais de uma economia global acelerada. Alguns investidores disseram esperar um cenário econômico favorável e ganhos para continuar a comprar ações à medida que o ano avança. "É uma história baseada no crescimento. Enquanto os dados são bons, ninguém está vendendo. E os dados ainda são bons", comentou o estrategista-chefe da Kempen Capital Management, Roelof Salomons.
Nesta quarta-feira, a política em Washington novamente deu as cartas nas bolsas em Nova Iorque. A possibilidade de uma paralisação do governo federal americano foi parcialmente dissipada pelo presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan. Na noite de terça-feira, ele começou a costurar um acordo com republicanos para elevar o teto da dívida dos EUA e manter o financiamento ao governo até 16 de fevereiro. Com a nova medida paliativa, os republicanos ganhariam ainda mais tempo para tentar um acordo em relação à reforma imigratória com os democratas.
Vale lembrar que os democratas colocaram como condição para apoiar o financiamento ao governo a proteção a jovens imigrantes da deportação. Enquanto isso, os republicanos desejam a construção de um muro na fronteira com o México.
A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que o governo de Donald Trump apoia um acordo de curo prazo para estender o teto da dívida e evitar uma paralisação da máquina federal. "Preferimos que se chegue a um acordo de orçamento para o ano fiscal todo, mas apoiamos uma medida de curto prazo".
As techs voltaram a mostrar bom desempenho, com o subíndice de tecnologia do S&P 500 liderando os ganhos entre os outros segmentos do índice acionário, com alta de 1,58%. Entre as ações de destaque, a IBM subiu 2,93%, após o Barclays ter elevado a recomendação da companhia de underweight (abaixo da média do mercado) para overweight (acima da média do mercado). Já a Apple avançou 1,65% após a empresa ter informado que pretende repatriar US$ 38 bilhões neste ano e que irá investir US$ 350 bilhões para a economia do país.
Os investidores também observaram balanços corporativos referentes ao quarto trimestre do ano passado. As mudanças no sistema de impostos dos EUA continuaram a atingir diversas instituições financeiras com alguns encargos únicas. O Bank of America fechou em baixa de 0,19%, após ter informado que seu lucro foi prejudicado por uma cobrança de US% 2,9 bilhões relacionada à nova lei tributária. Já o Goldman Sachs cedeu 1,86% depois de registrar seu primeiro prejuízo líquido em seis anos, embora o lucro ajustado, excluindo a cobrança referente à reforma nos impostos, tenha sido melhor do que a previsão dos analistas.
Ainda no ramo corporativo, os papéis da Ford despencaram 7,02% depois que a montadora disse esperar lucro operacional menor em 2018.
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