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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 18/01/2018. Alterada em 17/01 às 21h15min

Valor Bruto da Produção chega a R$ 540,3 bilhões

VBP das lavouras brasileiras apresentou crescimento de 4,2% em 2017

VBP das lavouras brasileiras apresentou crescimento de 4,2% em 2017


/MARCELO BELEDELI/ESPECIAL/JC
O ano de 2017 se encerra com um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 540,3 bilhões, 1,3 % em valores reais acima do obtido em 2016, que foi de R$ 533,1 bilhões. Esse é o maior valor registrado desde 1989, quando se iniciou essa série de análise de dados. As lavouras tiveram crescimento de 4,2%, e a pecuária, redução de 4,1%.
O resultado favorável de 2017 deve-se principalmente à grande safra de grãos: 240,6 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 237,7 milhões, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produtividade agrícola, e não o incremento de área, foi o principal fator responsável pelo bom resultado. Os preços agrícolas, em geral mais baixos do que em 2016, tiveram pouca ou nenhuma importância na formação do VBP 2017.
"Além da importância da safra agrícola na geração de renda, destaca-se o papel que teve a agricultura no baixo índice de inflação obtido em 2017", disse José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "O IPCA-15, acumulado até dezembro foi de 2,94%, o menor valor desde o início da série pulicada pelo IBGE a partir de 2000, já que os produtos agrícolas têm grande peso na formação do índice de preços."
O crescimento do VBP em 2017 foi impulsionado pelo algodão, cana-de-açúcar, laranja, mandioca, milho e soja. Com exceção de laranja, esses outros produtos alcançaram em 2017 o maior faturamento bruto desde 1994. Uma lista extensa de produtos experimentou forte redução de valor, com destaque para banana (-26,7%); batata (46,3 %); cacau (-27,2%); café (-14,7 %); cebola (-49,4%); feijão (-26,7%); trigo (-47,9%) e maçã (-21,5%). Essa redução, devida principalmente aos preços, foi o que propiciou o impacto positivo da redução do preço dos alimentos sobre o IPCA-15.
Sete estados lideraram o VBP em 2017: São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Pará. Entre as regiões, o Sul ainda está na frente, seguida pelo Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte.
 
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