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Porto Alegre, terça-feira, 16 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Notícia da edição impressa de 17/01/2018. Alterada em 16/01 às 21h16min

Temer, Doria e Meirelles vão a Davos vender um 'novo' Brasil

Com uma das maiores delegações dos últimos anos, o Brasil chega na semana que vem à cidade de Davos, na Suíça, na esperança de atrair investidores com o argumento de que há uma retomada da economia. Na programação, o Fórum Econômico Mundial colocou na agenda o debate: "Moldando a nova narrativa do Brasil."
No dia 24 de janeiro, mesma data do julgamento do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em Porto Alegre, o presidente Michel Temer apresenta sua agenda para 2018 em defesa da necessidade de reformas. O debate contará ainda com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), com Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, Candido Botelho Bracher, CEO do Itaú Unibanco, e Paul Bulcke, CEO da Nestlé.
"Brasil é um dos seis países latino-americanos realizando eleições presidenciais em 2018", indica Davos, em seu programa. "Quais são as principais conquistas atuais e qual visão têm líderes regionais e globais para o Brasil no futuro?", questiona a entidade. Davos destaca que, em março, o evento regional do Fórum será sediado em São Paulo, com o título: "A América Latina em um momento de virada".
Temer ainda terá a ocasião de falar para os empresários internacionais na manhã do dia 24, inclusive respondendo a perguntas. Cuidadosamente agendado, o debate ocorre pela manhã, antes do julgamento de Lula, no Brasil. Essa será a primeira vez em quatro anos que um chefe de Estado brasileiro falará em Davos para a elite econômica mundial. A comitiva contará ainda com a presença do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do presidente da Petrobras, Pedro Parente, entre outros.
Neste ano, o grande astro de Davos será o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que falará no dia 25 de janeiro. Sua presença vem causando polêmica e entidades suíças e mesmo políticos se organizam para pedir que o país não receba o presidente americano. Os organizadores do evento insistem que tem, como regra, convidar todos os chefes de governo dos países do G-20, independentemente de quem esteja no poder. Davos deve contar ainda com Emmanuel Macron, da França, e Narendra Modi, da Índia.
 
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