Porto Alegre, segunda-feira, 16 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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mercado financeiro

16/01/2018 - 19h17min. Alterada em 16/01 às 19h16min

Dólar fecha em alta, na casa dos R$ 3,22, em linha com exterior

O dólar manteve-se em alta frente ao real por praticamente todo o pregão desta terça-feira (16), seguindo o movimento do câmbio no exterior, e fechou no patamar de R$ 3,22. Após as perdas dos últimos dias, a moeda americana passou a sessão se recuperando ante moedas fortes, mas após as 17h (de Brasília) inverteu a direção e passou a cair ante o euro e o iene, em meio à realização de lucros na Bolsa de Nova Iorque. A queda do petróleo no mercado internacional foi um fator de pressão sobre o câmbio de países emergentes e ligados a commodities, mas apenas o real e o rublo recuavam ante a divisa americana. Com a agenda esvaziada, o cenário doméstico não chegou a influenciar as cotações.
O dólar manteve-se em alta frente ao real por praticamente todo o pregão desta terça-feira (16), seguindo o movimento do câmbio no exterior, e fechou no patamar de R$ 3,22. Após as perdas dos últimos dias, a moeda americana passou a sessão se recuperando ante moedas fortes, mas após as 17h (de Brasília) inverteu a direção e passou a cair ante o euro e o iene, em meio à realização de lucros na Bolsa de Nova Iorque. A queda do petróleo no mercado internacional foi um fator de pressão sobre o câmbio de países emergentes e ligados a commodities, mas apenas o real e o rublo recuavam ante a divisa americana. Com a agenda esvaziada, o cenário doméstico não chegou a influenciar as cotações.
Para Raphael Figueredo, sócio e analista da Eleven Financial, a valorização do dólar nesta sessão nada mais foi que um movimento de correção após as perdas da semana passada. "Não há motivos para o dólar ficar abaixo de R$ 3,20 e ele deve continuar oscilando entre R$ 3,20 e R$ 3,30", acrescentou.
A divisa americana mostrou recuperação um dia após o índice DXY, que mede a moeda americana ante uma cesta de outras seis divisas fortes, ter atingido o menor nível desde janeiro de 2015. O euro, que vinha puxando a desvalorização global do dólar, pausou momentaneamente essa trajetória em meio a relatos de que é improvável que o Banco Central Europeu (BCE) abandone a promessa de continuar comprando bônus, o que contribuiria para diminuir a liquidez global.
Analistas da Lerosa Investimentos destacaram, em relatório, que a queda dos preços do petróleo e dos metais e o aumento das compras de dólar por parte de importadores mantêm a divisa acima dos R$ 3,20. "O fluxo para bolsa tende a diminuir um pouco nos próximos dias com as apostas já feitas em relação ao julgamento de Lula na semana que vem", afirmaram, acrescentando que pode haver pressão para levar a moeda para a casa dos R$ 3,25.
O dólar à vista fechou em alta de 0,41%, a R$ 3,2272. O giro foi de US$ 587 milhões. No mercado futuro, a moeda americana para fevereiro terminou com ganho de 0,23%, a R$ 3,2310. O volume foi de US$ 15,440 bilhões.