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Jornal do Comércio

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Contas Públicas

15/01/2018 - 22h42min. Alterada em 15/01 às 21h25min

Votos para a Previdência 'estão vindo', afirma Marun

Carlos Marun reconhece que eleições podem influenciar parlamentares

Carlos Marun reconhece que eleições podem influenciar parlamentares


/VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL/JC
Sem revelar os votos que o governo teria hoje pela aprovação da reforma da Previdência, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou, ontem, que acredita que a situação está "mais favorável" agora do que no fim de dezembro, antes do recesso, mesmo que haja a preocupação eleitoral dos parlamentares. "Os votos estão vindo, sim. O que nós não estamos, neste momento, é contando. Quero contar isso no final de janeiro", disse. "Não é que não vamos nos preocupar com número, mas não vamos trabalhar revelando os números agora", rebateu, diante da insistência da imprensa ao questioná-lo como mensurava que a situação estava melhor que antes sem a contagem.
Sem revelar os votos que o governo teria hoje pela aprovação da reforma da Previdência, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou, ontem, que acredita que a situação está "mais favorável" agora do que no fim de dezembro, antes do recesso, mesmo que haja a preocupação eleitoral dos parlamentares. "Os votos estão vindo, sim. O que nós não estamos, neste momento, é contando. Quero contar isso no final de janeiro", disse. "Não é que não vamos nos preocupar com número, mas não vamos trabalhar revelando os números agora", rebateu, diante da insistência da imprensa ao questioná-lo como mensurava que a situação estava melhor que antes sem a contagem.
Ao reconhecer que as eleições podem influenciar os parlamentares na hora do voto, o ministro disse que as campanhas de conscientização da necessidade da reforma vão ajudar no trabalho de convencimento. "Neste momento, existe, e é natural que exista, a preocupação de colegas com a questão eleitoral. Não existe nada que seja surpreendente ou condenável", disse. "Tenho expectativa muito grande na reação da sociedade. A sociedade começa a reagir, a querer e a pleitear aos parlamentares uma atitude que é a necessária para o Brasil, que é o voto favorável para a reforma", completou.
Marun convocou uma coletiva de imprensa para comentar o almoço que teve ontem com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, a conversa foi para que ele tomasse um conhecimento maior sobre o rebaixamento da nota de crédito brasileira pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings na semana passada.
Diferente do discurso de Meirelles, que, no fim de semana, disse que o rebaixamento não afetará o crescimento da atividade econômica do País e foi uma decisão "técnica e pontual", Marun disse que o rebaixamento da nota é uma opinião da agência sobre o que acredita "a respeito do nosso futuro". "O rebaixamento da nota é consequência. Em si, não é um fato econômico, é uma opinião", afirmou.
De acordo com Marun, o rebaixamento - que pode acontecer com outras agências, admitiu - corrobora o discurso do governo da necessidade da reforma da Previdência.
 

Por reforma, Michel Temer monta agenda de reuniões com pastores evangélicos

Para tentar arrefecer a pressão sobre a base aliada, o presidente Michel Temer montou uma agenda de encontros com pastores evangélicos para pedir apoio à reforma da Previdência. Os encontros estão sendo marcados pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, e têm como objetivo diminuir a insatisfação das mudanças na aposentadoria nos redutos eleitorais dos parlamentares governistas. Ao todo, o Palácio do Planalto calcula que cerca de 100 deputados aliados estão indecisos justamente pelo receio do impacto da reforma previdenciária sobre seus possíveis eleitores.
A ofensiva teve início ontem, quando o presidente recebeu, no gabinete presidencial, o fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, apóstolo Valdemiro Santiago. Na reunião, o presidente recebeu a bênção do apóstolo, explicou as mudanças na reforma previdenciária e pediu o apoio público dele às alterações nas aposentadorias. Para as próximas duas semanas, serão convidados para reuniões reservadas com o presidente os pastores Samuel Ferreira, Samuel Câmara e Silas Malafaia, da Assembleia de Deus.
O foco nos líderes evangélicos deve-se à capilaridade das denominações neopentecostais sobre a população de baixa renda, que, segundo análise interna do governo, concentra a maior parte da resistência às mudanças na aposentadoria. Além disso, boa parte dos líderes evangélicos já declararam apoio à reforma previdenciária.
O Planalto também tem tentado uma ofensiva sobre os católicos. Em 2017, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) se posicionou contrária às mudanças.