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Porto Alegre, terça-feira, 09 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria Calçadista

09/01/2018 - 15h56min. Alterada em 09/01 às 17h35min

Exportação de calçados brasileiros em 2017 é maior em quatro anos

Indústrias gaúchas lideraram as divisas e somaram US$ 451,8 milhões, mais de 40% da receita total

Indústrias gaúchas lideraram as divisas e somaram US$ 451,8 milhões, mais de 40% da receita total


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
A indústria calçadista brasileira teve em 2017 a maior receita das exportações do setor desde 2013. As fábricas gaúchas lideraram os embarques dos produtos no ano passado. Dados divulgados nesta terça-feira (9) pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que foram enviados ao exterior 127,13 milhões de pares gerando US$ 1,09 bilhão em divisas, 9,3% acima do fluxo de 2016 que ficou em US$ 997,9 milhões. Foram 127,1 milhões de pares no ano passado, ante 125,6 milhões em 2016, avanço de 1,2%. As indústrias gaúchas somaram US$ 451,8 milhões, 41,4% do faturamento total, alta de 3,6%.
Em 2013, maior montante antes dos anos da recessão recente da economia do País, a cifra do comércio do setor havia somando US$ 1,095 bilhão. O Rio Grande do Sul também teve menor quantidade embarcada, somando 28,14 milhões de pares, queda de 2% frente a 2016. A liderança gaúcha está muito ligada ao perfil dos produtos montados no Estado, que concentra maior volume de peças em couro. Este tipo de calçado somou receita US$ 445,2 milhões, fatia de 40,8% no total faturado pelo setor. O desempenho foi inferior 5,6% ao de 2016.
Já pares em cabedal de borracha e plástico, que inclui chinelos, respondem pela maior quantidade exportada, chegando a 97,6 milhões de pares (76,8% do total) e US$ 503,4 milhões (46,2% da receita global do ano). Este tipo de produto, também fabricado nas plantas gaúchas, cresceu 22,3% em divisas e 45,3% em volume. Depois dos gaúchos, o Ceará, onde tem muitas operações oriundas de empresas do Rio Grande do Sul, embarcou 50 milhões de pares, somando US$ 289 milhões.
O crescimento de apenas 1,2% do volume do País foi influenciada pelo ritmo da desvalorização do real frente ao dólar. O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, avalia que o resultado poderia ter sido melhor se não tivesse ocorrido muita oscilação do dólar frente ao real. “O câmbio ficou perto de R$ 3,40 durante boa parte do ano, e depois caiu a R$ 3,20, gerando reflexos no preço do nosso calçado, que ficou mais caro para o comprador estrangeiro”, explica Klein. Mesmo que o câmbio tenha sido um aliado na maior parte do ano na briga com os concorrentes externos, o dirigente pondera que o chamado custo Brasil ainda é um limitador. O "custo" reflete a alta carga tributária para empresas e deficiências em logística, diz a associação.
Em 2017, o principal destino do calçado brasileiro foi os Estados Unidos, que compraram 11,33 milhões de pares por US$ 190 milhões. Houve queda de pares (14,4%) e receita (14,2%). O recuo gerou preocupação, pois os norte-americanos compram 20% do volume brasileiro. Segundo Klein, a oscilação de preços afeta rapidamente as encomendas do país, que acaba substituindo por itens asiáticos. A Argentina foi o segundo principal cliente, recebendo 11,57 milhões de pares por US$ 147 milhões, alta de 22,1% em volume e 31,7% na receita.
A Abicalçados analisou também as importações de calçados, com base nos dados do Ministério de Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, e apontou alta de 4,6% no volume, que ficou em 23,8 milhões, mas queda de 1,1% na receita, que somou US$ 340 milhões. Vietnã foi a principal origem dos produtos.
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