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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 11/01/2018. Alterada em 10/01 às 23h00min

Campanha eleitoral mais cedo

O julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para o próximo dia 24 de janeiro, está antecipando a campanha. Deputados e senadores, em recesso, acompanham de suas bases, a movimentação política dos partidos. Temas que tradicionalmente só entram no calendário político após o Carnaval, já começam a surgir nas manifestações dos candidatos e dos não candidatos, com certa prudência, antecipando as decisões que terão enorme influência no processo eleitoral de outubro.
Julgamento é o divisor
A coluna conversou com alguns poucos parlamentares acessíveis neste período de recesso do Congresso Nacional. A maioria está aguardando o resultado do julgamento de Lula. Antes disso, evitam falar em caminhos a serem tomados, "por falta de informações mais claras". Adiantam que os calendários dos partidos e dos pré-candidatos aguardam o resultado do julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRT-4), em Porto Alegre, que julgará o caso do triplex no Guarujá, pelo qual o petista foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, para começar a costurar as parcerias. Até porque,com Lula sendo candidato, a corrida ao Planalto muda de figura.
Disputa da centro-direita
Entre os candidatos já em plena campanha, apesar da preocupação do Palácio do Planalto, estão o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD). Os dois disputam com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o eleitorado de centro-direita. Emprego, renda e foco no social, são as pauta do tucano. Já Meirelles e Maia disputam a mesma agenda, querem a paternidade das reformas, principalmente, da Previdência.
Reforma da Previdência
O deputado federal gaúcho Afonso Motta (PDT, foto), em roteiro pelo interior gaúcho, afirmou que "existe uma pressão muito grande dos setores empresariais e de alguns governadores para botar na pauta do dia 19 de fevereiro a reforma da Previdência. Mas o governo não vai colocar na pauta se não tiver os votos necessários. Não tenho como fazer essa avaliação agora. Acho que tem um jogo de cena do Meirelles e do Rodrigo Maia na busca da aprovação da reforma. Acredito que o Carlos Marun (PMDB-MS) é quem vai centralizar a movimentação a partir de agora. Tem que acompanhar a movimentação do Marun, para saber o que acontece".
Tudo tem influência
Na avaliação de Motta, se o governo fizer as articulações necessárias, é provável aprovar a reforma da Previdência, mas ressalta que estamos num ano eleitoral, e tudo terá influência. "Temos que ver o que vai dar com o Lula, e como estará o cenário para que se faça um bom debate. Acho que o grande desafio é viabilizar o processo eleitoral. É um ano eleitoral e se tiver saída para a crise, se constituir uma agenda única de interesse nacional, é o caminho eleitoral."
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