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Porto Alegre, segunda-feira, 22 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Responsabilidade Social

Notícia da edição impressa de 22/01/2018. Alterada em 22/01 às 09h33min

Agência de publicidade do sul é a primeira a atender exclusivamente a projetos sociais

Pedro, Merli, Dora e Sônia já atenderam mais de 100 projetos

Pedro, Merli, Dora e Sônia já atenderam mais de 100 projetos


FREDY VIEIRA/JC
Camila Silva
A primeira agência de publicidade do Brasil que atende exclusivamente a projetos sociais não poderia ter um nome mais propício: Patuá, palavra de origem africana que significa "algo que traz coisas boas". O projeto nasceu dentro da agência social da Escola Superior de Propaganda e Markerting Sul (ESPM-Sul), e seus integrantes acreditam que com uma comunicação estratégica é possível fortalecer os projetos e mostrar suas lutas e conquistas. 
A universidade optou por atender Organizações Não Governamentais (ONGs), pois os alunos da graduação precisavam ter contato com clientes reais. Entretanto, não poderiam cobrar pelo serviço prestado. Dessa forma, ambas as partes foram beneficiadas. Os acadêmicos tiveram a oportunidade de criar ações reais e os projetos sociais usufruíam de comunicação desenvolvida por profissionais. A ideia deu tão certo que transcendeu as barreiras da universidade. "O projeto tomou uma proporção muito grande dentro da universidade, eu resolvi pedir demissão e abrir a agência", afirma Dora Catagnino que, de certa forma se sentia responsável pelos projetos que eram atendidos na ESPM. Por esse motivo, decidiu seguir atendendo os clientes em sua agência. Há 10 anos a Patuá se consolidou como referência na comunicação para ONGs.
A agência promove ações no campo da comunicação, campanhas publicitárias, assessoria de imprensa, gestão de mídias sociais, marketing para lançamento de produtos da economia solidária, promoção de feiras e eventos. Todas as ações são viabilizadas pela captação de recursos junto à editais nacionais e internacionais e por ajuda financeira de voluntários. Uma das principais vitórias da empresa é a possibilidade de construir pontes entre o mundo corporativo e as ONGs que atende. "Hoje, as empresas vêm em busca de projetos com credibilidade, mas muitas empresas não sabem quais são esses projetos, nós trazemos essa visão", aponta Sônia Zardenunes, publicitária responsável pela interface de projetos entre empresas e ONGs.
Criar esse contato entre as organizações - sejam elas públicas ou privadas, - e os projetos requer uma avaliação minuciosa sobre a compatibilidade entre as partes envolvidas. Tendo em vista que a equipe entende que, responsabilidade social é mais do que promover ações esporádicas, e sim, estar comprometido, seriamente, com a comunidade na qual a empresa está inserida, para isso é preciso analisar a visão e a missão da empresa, para assim, colocar em contato pessoas que desejam investir com pessoas que precisam de investimento.
Além de atuar como ponte entre mercado e ONGs, as universidades seguem diretamente envolvidas nos projetos. Merli Leal, que é pós-doutora em comunicação, redatora da agência e professora da Universidade Federal dos Pampas, oportuniza que seus alunos atuem como voluntários na execução das ações de comunicação para os projetos. Para Pedro Leal, responsável pela captação de recursos a partir dos editais, é fundamental possibilitar esse diálogo entre setores da sociedade, pois muitas vezes eles não conseguem conversar diretamente. "A gente conversa com a universidade, com o setor empresarial e também entendemos o que os projetos sociais pensam, nós fazemos a tradução das linguagens de cada um deles", comemora.
Há 10 anos, a agência é responsável pela comunicação da Justa Trama, cadeia produtiva no segmento de confecção da economia solidária. Ao todo, são articulados mais de 600 cooperados/associados, em cinco estados do Brasil: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará e Rondônia. Atualmente, as ações da empresa estão voltadas em mostrar aos consumidores um pouco mais do que está por traz da criação dos produtos, que envolvem, por exemplo, produtores de algodão do Norte do País. 
A agência não possui sede, os integrantes fixos do projeto atuam cada um em sua casa, bem como as pessoas que ingressam voluntariamente na concepção das ações dos clientes, o que, segundo Sônia é uma vantagem para a Patuá, já que, o envolvimento de profissionais, voluntários ou não, é ilimitada. Os integrantes da Patuá afirmam que, a maior lição de trabalhar exclusivamente com projetos sociais e exercitar a habilidade de ouvir o outro e entender a sua realidade e as suas necessidades. Em 10 anos de existência, a agência atendeu mais de 100 projetos, Visibilizar o projeto e a comunidade na qual ele está inserido é o desafio diário da Patuá.
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