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Porto Alegre, terça-feira, 26 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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justiça

Notícia da edição impressa de 27/12/2017. Alterada em 26/12 às 21h49min

Braço-direito do ex-governador do MT é condenado

O ex-chefe de gabinete do governo do Mato Grosso (MT) Silvio Correa de Araújo, que em 2014 filmou a romaria de políticos para pegar propinas na antessala do então governador Silval Barbosa (PMDB), foi condenado a dois anos e oito meses por organização criminosa. Na mesma sentença, a juíza da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda, condenou o ex-governador a 13 anos e 7 meses e 20 dias de prisão, por concussão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Para a magistrada, Silvio Araújo não mereceu perdão judicial, mas, como colaborou, teve a pena reduzida para dois anos e oito meses e cumprirá pena em regime fechado por um ano. Ela condenou, ainda, o ex-chefe da Casa Civil de Silval, Pedro Nadaf, a três anos e dois meses.
Ao homologar a delação premiada de Silval Barbosa no Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Fux considerou as revelações "monstruosas".
Entre as provas de corroboração, o peemedebista entregou vídeos de políticos do Mato Grosso fazendo filas em seu gabinete para rechear caixas, malas e os bolsos de dinheiro. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), por exemplo, até agachou-se para pegar as notas que caíram no chão por não haver mais espaço em seu paletó. Silvio, que era chefe de gabinete do peemedebista, foi o responsável pela gravação das imagens. O prefeito negou a prática de ilícitos. Na época em que os vídeos foram divulgados, Pinheiro declarou que iria provar sua inocência na Justiça.
Nesta ação penal, Araújo é acusado de integrar organização criminosa que "exigiu vantagem indevida do empresário João Batista Rosa para manutenção de incentivo fiscal em prol de tais pessoas jurídicas, bem como lavagem de dinheiro em fase posterior ao crime de extorsão".
Segundo a denúncia, os crimes envolveram a concessão dos benefícios fiscais do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) no período de 2011 a 2015, envolvendo três empresas de máquinas e peças. Na sentença, a magistrada afirma que Silval Barbosa "não pareceu honesto" e "tentou proteger seus comparsas". No entanto, sobre o braço-direito do ex-governador, ela constatou que "cumpriu mais fielmente as condições impostas no acordo, apontando mais claramente para a existência da organização e a incumbência de cada um de seus membros".
 
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