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Porto Alegre, sábado, 23 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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Reestruturação do estado

22/12/2017 - 14h58min. Alterada em 23/12 às 01h50min

Assembleia pressionada encerra sessão sem votar adesão à acordo com União

Sessão extraordinária na Assembleia Legislativa para a possível votação do RRF, regime de recuperação fiscal, enviado pelo governador.

Sessão extraordinária na Assembleia Legislativa para a possível votação do RRF, regime de recuperação fiscal, enviado pelo governador.


MARCELO G. RIBEIRO/JC
O governo gaúcho não teve sucesso na votação do projeto de lei que autoriza a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) da União, que impõe medidas como venda de estatais. A sessão extraordinária da Assembleia Legislativa, que começou na manhã desta sexta-feira (22), terminou por volta das 14h30min sem votação do PL 249, de 2017, que prevê a adesão ao RRF. Categorias de servidores e ligadas a empresas que podem ser vendidas, como CEEE, Sulgás e CRM, mantiveram pressão ininterrupta dentro e fora do Legislativo.
A articulação foi intensa da base e de integrantes do governo, como o vice-governador José Paulo Cairoli, e os principais secretários. Foram mais de quatro horas de sessão, limite previsto da convocação. As galerias receberam sindicatos de servidores públicos e estatais para pressionar contra a votação. Também no lado de fora, houve protestos de segmentos contrários, que chegaram a fazer bloqueios em ruas para chamar a atenção da população. O trânsito na região da Praça foi interrompido parcialmente pelos agentes de trânsito. 
Antes da sessão, o governador José Ivo Sartori (MPDB) chegou a divulgar um vídeo no site e em redes sociais para tentar convencer deputados a votar pelo projeto. "Sou bem claro com vocês. Esta não é uma solução para todos os nossos problemas, mas é um passo importante para construir um futuro", definiu Sartori. O chefe do Executivo pediu ainda que o Rio Grande do Sul ficasse acima dos partidos e "das disputas que fizeram o Estado perder o trem da história".  
Outra decisão é que não haverá mais convocação extraordinária até o fim do ano. A medida era cogitada pelo Executivo e aliados para tentar a aprovação do aval ao acordo. Os trabalhos voltam apenas janeiro ou fevereiro, quando o tema deve ser recolocado em pauta. A aprovação da AL é essencial para dar andamento a itens oferecidos pelo Estado para firmar o acordo, assinado na quarta-feira (20) em Brasília.  
Já no desfecho do ano, Sartori e Cairoli se afastam do Rio Grande do Sul para as festas. Quem assume o cargo será o presidente da AL, Edegar Pretto (PT). 
> Confira as imagens de como foi a sessão e os protestos:
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