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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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Fiscalização

Notícia da edição impressa de 20/12/2017. Alterada em 19/12 às 22h28min

Ambulantes protestam após apreensões

Em frente ao Paço Municipal, vendedores ambulantes exigiram apoio da prefeitura

Em frente ao Paço Municipal, vendedores ambulantes exigiram apoio da prefeitura


LUIZA PRADO/JC
Bruna Suptitz e Paulo Egídio
Um dia depois da destruição simbólica de mercadorias apreendidas pela prefeitura de Porto Alegre, ambulantes reagiram com protesto na manhã de ontem, exigindo uma posição da prefeitura sobre a regulamentação de suas atividades. Contêineres de lixo foram virados e os manifestantes atearam fogo em caixas de frutas, obstruindo a passagem de veículos na avenida Salgado Filho, esquina com a avenida Borges de Medeiros, por cerca de duas horas.
Os manifestantes expressavam revolta com a apreensão de mercadorias por meio da operação Movimento Legalidade, lançada pelo Executivo municipal na segunda-feira com o objetivo de combater o comércio ilegal. A reclamação do grupo é que a ação ocorre sem diálogo. "Faz uma semana que estão apreendendo mercadorias", disse Pedro Cardoso de Oliveira, que revende brinquedos, citando que os ambulantes chegaram a tentar falar com o prefeito, mas não tiveram retorno.
No início da tarde, representantes dos camelôs foram recebidos no Paço Municipal pelos secretários de Segurança, Kléber Senisse, e de Desenvolvimento Econômico, Leandro de Lemos. O diálogo com o governo foi a condição aceita pelos cerca de 50 manifestantes para desobstruir a via e liberar o trânsito na região central.
Mesmo com o encontro, nenhuma medida deve ser adotada imediatamente pela prefeitura para resolver o impasse com os vendedores ambulantes. Ficou determinada a criação de um grupo de trabalho com representantes dos ambulantes e da prefeitura, que discutirá a regularização da atividade. A primeira reunião será na próxima sexta-feira, dia 22, na secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Senisse garantiu que o objetivo da prefeitura é criar uma estratégia junto aos camelôs para "regularizar e fortalecer o comércio popular", diferenciando-o do comércio ilegal. "Para o comércio ilegal, que trabalha com o crime e a contravenção, as ações vão continuar como as que foram feitas hoje", garantiu.
O secretário afirmou ainda que a fase inicial do Movimento Legalidade teve um "excelente resultado" e negou que tenha havido excessos na abordagem aos camelôs. "Truculência é questão de ponto de vista. Por vezes, a força tem que ser mais ostensiva, mas não tivemos relatos de alguma lesão corporal ou algo mais grave", declarou.
Contrapondo o otimismo do secretário, os ambulantes saíram da reunião pouco crentes de que a situação seja resolvida. "Não vamos trabalhar em paz e isso vai se arrastar por um bom tempo", previu a vendedora de frutas Cristina Goulart, que trabalha na avenida Borges de Medeiros.
Assim como os colegas, ela garante que deve seguir comercializando os produtos, mesmo na irregularidade. "Eu vou continuar vendendo. Roubar eu não vou. Se tiver que trancar a rua mais uma vez, vou fazer tudo de novo, porque preciso trabalhar. É o único jeito que tenho para sustentar a família", explicou.
Segundo dados da prefeitura, 170 homens da Guarda Municipal, 24 agentes de fiscalização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, três pelotões da Brigada Militar, Polícia Civil, Procon, Receita Federal, EPTC e DMLU atuaram na operação ontem, com focos na venda nas avenidas centrais. Os produtos apreendidos foram recolhidos ao Cais Mauá.
 
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Comentários
Fábio Schubert 20/12/2017 09h34min
Falamos em "LEGALIDADE" e desde quando produtos contrabandeados e que não pagam impostos podem ser legais? Nossos exemplos são péssimos. O Centro Popular de Compras e demais Camelodromos como podem ser "LEGALIZADOS? Vamos ajustando a situação, contornando e inventando regras e se sobrepõem as regras verdadeiras para satisfazer certos interesses. É preciso gerar empregos, permitir que novas empresas se instalem no estado, ajustar os impostos e produzir riquezas. O resto é conversa política!