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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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reforma da previdência

08/12/2017 - 21h31min. Alterada em 08/12 às 21h44min

'Rede social é um horror', diz Michel Temer em discurso sobre reforma da Previdência

O presidente Michel Temer participa da cerimônia de abertura do 22º Encontro Anual da Indústria Química

O presidente Michel Temer participa da cerimônia de abertura do 22º Encontro Anual da Indústria Química


Alan Santos/PR/DIVULGAÇÃO/JC
Folhapress
Em discurso de tom otimista para uma plateia de representantes da indústria química, na manhã desta sexta-feira (8), em São Paulo, o presidente Michel Temer fez um apelo para que o setor ajude a pressionar o Congresso pela aprovação da reforma da Previdência.
Ele disse ser necessário combater "inverdades" divulgadas na internet para criticar a medida, como a que sugere que o trabalhador do setor privado só poderá se aposentar aos 110 anos.
"Isso pega. Essa história de rede social é um horror, pega. Botam uma caveirinha andando, 'acabei de me aposentar', como se ela tivesse morrido", afirmou Temer, para gargalhadas do público no encontro anual da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química).
Segundo ele, "é mentira, é falso" que as mudanças irão prejudicar trabalhadores, mencionando os da área rural, além de beneficiários como "idosos pobres" e pessoas com deficiência --o governo desistiu de mudar as regras para aposentadoria desses grupos.
Temer reafirmou a expectativa de que a votação ocorra dia 18, antes do recesso parlamentar, como sinalizou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Para Temer, "tudo bem" que queiram criticar a alteração na lei previdenciária: "Mas quem combate tem que falar que é a favor da manutenção dos privilégios".
A versão do ataque aos privilégios ("ou, se quiserem, demasias", pontuou) tem sido usada pelo governo em busca de apoio popular.
Temer disse também que é legítima a preocupação de deputados que, às vésperas do ano eleitoral, resistem em aprovar a reforma temendo o resultado nas urnas.
"É natural que o deputado fique preocupado", afirmou, em meio ao discurso no qual apontou a reforma como "indispensável" para o crescimento econômico.
O presidente disse que o governo não busca "aplauso imediato", contrapondo suas decisões ao que chamou de medidas populistas ou "desgraçadas", como "já se fez muito no nosso país".
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