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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 29/12/2017. Alterada em 28/12 às 21h14min

Que Polícia Civil a sociedade gaúcha quer?

Cleiton Freitas
A Polícia Civil gaúcha completou, neste 2017, 176 anos lutando para manter sua missão de promover segurança pública com excelência na elucidação de infrações penais e no desempenho da função de polícia judiciária. Esta polícia tem como campo de atuação um estado com mais de 11 milhões de habitantes, uma área territorial de 281 milhões de km2, dividida entre 497 municípios, contando com 535 delegacias, 24 postos policiais e um efetivo de 5 mil policiais.
Teríamos muitos outros números para demonstrar o alto nível de performance desta instituição, pois nossas arriscadas e rotineiras ações são medidas por números, mas isto é seguidamente divulgado como propaganda do eficiente atendimento que o Estado presta à população.
A instituição tem superado crises, emprestado dados e índices de eficiência ao marketing, mas se vê desrespeitada nas suas necessidades básicas. Assistimos à sociedade aplaudir a cada estrondo de cela se fechando, mas sabemos que este é um ato que não acaba nele mesmo. Não existe cadeia em número suficiente, e nunca existirá, se as estruturas básicas como trabalho, educação e família continuarem faltando.
Então é esta polícia que a sociedade quer? A que repreende? Isso também fazemos. E onde estão todas outras estruturas que deveriam estar envolvidas? As oportunidades de aliciamento e de reincidência permanecem e progridem, nosso sistema, não. Precisamos definir responsabilidades e culpabilidades para que o sistema como um todo retome sua função e nossa sociedade retome um pouco da tranquilidade perdida.
Mas creiam: a Polícia Civil continuará servindo e protegendo, dentro da sua capacidade de ação e superação.
Presidente da Associação dos Delegados de Polícia/RS
 
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