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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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EDITORIAL

Notícia da edição impressa de 21/12/2017. Alterada em 25/12 às 19h13min

Internet continua livre, mas com responsabilidade

Como quase sempre, vem dos Estados Unidos - ainda a maior liderança econômica, política e militar global - a novidade sobre o que está sendo chamado de neutralidade da rede. Por meio dela, mesmo que órgãos governamentais não possam praticar censura ou controle sobre redes sociais, o fato é que a decisão tomada pela Comissão Federal de Comunicações dos EUA está criando um alvoroço naquele país. Tanto é assim que isso foi considerado um atentado às liberdades dos cidadãos norte-americanos, pois há a garantia da internet livre e aberta para todos os usuários estadunidenses.
Ainda que a medida, apoiada pelas empresas estadunidenses Comcast, Verizon e AT&T, só entre em vigor em 2018, até lá as empresas que querem a revogação da decisão prometem se aliar com entidades de proteção civil pra tentar barrar a mudança na Justiça e provocar o Congresso para que vote medida devolvendo o acesso igualitário à rede mundial de computadores.
O procurador-geral de Nova Iorque, Eric Schneiderman, irá à Justiça, sob o argumento de que "o povo de Nova Iorque deve ter a proteção para usufruir da internet, sem que provedores possam controlar o que é visto e é feito on-line". Desta maneira, eles não poderiam bloquear determinados sites nem tornar o serviço lento.
São milhões de brasileiros que têm acesso à internet desde seus domicílios. O número cresceu muito na últimos anos. Em dois anos, o crescimento foi de 73%, segundo pesquisa Ibope/NetRatings. Foram 25,4 milhões de brasileiros navegando em um único mês. Ainda assim, segundo a pesquisa, o total de pessoas com 16 anos ou mais e acesso à internet em todos os ambientes, como residência, trabalho, biblioteca ou nas hoje poucas chamadas lan houses, soma 50 milhões de pessoas. Não surpreende tanto interesse, em um País de jovens, mas cuja população acima dos 60 anos aumenta também todos os anos e que tem feito esforço para acompanhar o progresso e as facilidades que esse meio de comunicação traz.
Interessante citar que cada internauta brasileiro passa a maior parte do dia conectado à internet. O Brasil se mantém na primeira posição entre os 10 países pesquisados. Estão próximos de nós a França e a Alemanha. Mas há variações quase todos os meses, dependendo do interesse dos internautas por esse ou aquele assunto.
Os internautas dos outros países têm aumentado seu tempo de permanência, atraídos principalmente por sites de relacionamento social, que são os conteúdos que mantêm as pessoas por mais tempo conectadas, segundo analistas do Ibope/NetRatings.
Da mesma forma, no Brasil esses sites de comunidades sempre representaram também a maior parte do tempo online, mas outras categorias vêm crescendo acima da média em tempo de navegação por pessoa, ainda de acordo com os dados da pesquisa.
Para quem acha que a internet desconecta as pessoas da vida real, os fatos provam o contrário, pois as redes sociais e a possibilidade de se relacionar com os amigos atraem os usuários.
Nesse aspecto, os novos internautas brasileiros, que compraram computador nos últimos dois anos, já superam a fase de conhecimento da internet pelas redes sociais e começam a descobrir os outros conteúdos disponíveis no sistema.
Mas é preciso saber fazer uso da tecnologia.
 
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