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Porto Alegre, sexta-feira, 15 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 15/12/2017. Alterada em 14/12 às 21h54min

Quem pagará a conta

Paulo Heitor Fernandes
Os dinheiros de empresas para as campanhas eleitorais vinham subvertendo a cidadania, distorcendo a representação política e servindo de fachada para o pagamento de "propina" em troca de benesses do setor público. A Operação Lava Jato demonstrou que alguns caciques políticos - no Executivo e no Legislativo - valiam-se (ou ainda se valem?) da torneira das verbas públicas com desvio pela corrupção para favorecimento de interesses pessoais e partidários, ou de empresas e de governos alienígenas (Cuba, Venezuela...), sem nenhum compromisso com o povo. Ninguém, por certo, espera uma panaceia miraculosa desse Congresso Nacional, em maioria comprometido, para transformar a realidade, tampouco providências sérias para ordenar uma reforma hábil a inibir os desmandos.
Entretanto, a cínica solução apresentada para arredar as empresas das campanhas eleitorais e as contribuições de pessoas jurídicas aos políticos é uma jabuticaba que deslegitima os próprios políticos. O governo já destina recursos para ressarcir as rádios e TVs pelos "horários gratuitos" e, agora, ainda irá dispender R$ 6 bilhões de dinheiros públicos para financiamento das campanhas eleitorais (0,5% da receita corrente líquida federal destinada ao assim chamado Fundo Especial de Financiamento da Democracia - um verdadeiro "imposto eleitoral"), sem falar nas emendas ao orçamento federal a fim de atender às bases eleitorais. O remédio miraculoso irá proporcionar - hipocritamente, pela via do voto - a "autoprorrogação" dos atuais mandatos, que em condições desiguais com os demais pretendentes a postos eletivos, irão perpetuar-se no poder e "ajustar" novas regras para as futuras eleições (listas, voto distrital...), já em perspectiva.
A distribuição arbitrária pelos partidos dos dinheiros públicos é crime contra a democracia (o povo se distanciará dos encastelados no poder) e contra a economia popular. Afinal, o povo é quem pagará a conta.
Advogado
 
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Comentários
Daniel Pereira DAlascio 15/12/2017 11h07min
Com todo o respeito Sr. Paulo Heitor Fernandes vamos a uma matemática de segundo ano primário. Você esta reclamando de 6 bilhões de reais, não sei onde você tirou esse número, eram 3 bilhões do fundo partidário. Mas só em corrupção em estatais por causa do financiamento privado foram mais de 150 bilhões. 150 bilhões divididos por seis são 25 cinco vezes menor que a corrupção financiadas por empresas privadas que tu defendes com unhas e dentes. Toda a corrupção é bilateral(publica e privada),mas quem financiou ela foram as empresas privadas como a Odebrecht, a OAS, Queiroz Galvão., Engevix, Camargo Corrêa entre outras. Quem defende o financiamento privado, defende o interesse do capital privado, sobre o interesse público. O que tem que se fazer é reduzir a dez os partidos políticos( cinco de esquerda e cinco de direita), ai sim vamos diminuir custos, que ainda sim são infinitamente menores que o financiamento privado que mandou a fatura de mais de 150 bilhões para o povo pagar, afinal uma empresa privada quando financia uma campanha tem seus interesses privados acima dos interesses públicos. É isso que queres para o Brasil?nDaniel Pereira DAlascio n