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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Notícia da edição impressa de 29/12/2017. Alterada em 28/12 às 22h44min

Sem carne de porco, população faz 'revolta do pernil'

Venezuelanos foram às ruas em partes de Caracas, na noite de quarta e na manhã desta quinta-feira, para protestar contra a falta de carne de porco, tradicional no país nas ceias de Natal e Ano-Novo. O presidente Nicolás Maduro havia prometido providenciar carne subsidiada, mas, em muitas partes do país, a promessa não se concretizou, e a frustração chegou às ruas, no que foi apelidada, nas redes sociais, de a "revolta do pernil".
Maduro, que tem alegado uma "guerra econômica" liderada por potências contra seu governo, foi à televisão estatal acusar Portugal por não ter entregado as importações a tempo. "O que aconteceu com o pernil? Nos sabotaram. Posso nomear um país: Portugal", disse Maduro. Outra autoridade venezuelana afirmou que o governo norte-americano, que impôs sanções ao governo, havia pressionado Lisboa.
"O governo português certamente não tem poder de sabotar porco (a importação). Vivemos em uma economia de mercado. Companhias são responsáveis por exportações", afirmou o chanceler de Portugal, Augusto Santos Silva. Ele disse que entraria em contato com a embaixada portuguesa na Venezuela para esclarecer a situação.
Maduro frequentemente culpa a oposição, os EUA e outros países pela crise no país, em que há desabastecimento de produtos básicos. "Com ou sem sabotagem, ninguém irá tirar a alegria do Natal do povo", garantiu.
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Comentários
matilde constance 29/12/2017 07h31min
A verdade é que a carne não saiu de Portugal por falta de pagamento. "A Raporal, uma das empresas que exportam pernil de porco para a Venezuela, revelou que a Venezuela tem uma dívida de mais de 40 milhões de euros às empresas que fornecem o produto."