Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 13 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Oriente Médio

Notícia da edição impressa de 14/12/2017. Alterada em 13/12 às 22h22min

Países islâmicos defendem que Jerusalém seja capital palestina

Abbas criticou os Estados Unidos por violação de lei internacional

Abbas criticou os Estados Unidos por violação de lei internacional


/Yasin AKGUL/AFP/JC
Líderes de diversos países islâmicos defenderam, em um comunicado conjunto nesta quarta-feira, que Jerusalém seja reconhecida como capital palestina, uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar a cidade como capital de Israel. "Proclamamos Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidamos todos os países a reconhecerem o Estado da Palestina e Jerusalém Oriental como sua capital ocupada", diz o comunicado da OCI (Organização de Cooperação Islâmica), que reúne diversos países com presença muçulmana.
O grupo tem 57 países associados, entre eles o Irã, a Arábia Saudita e a Jordânia, que já haviam expressado discordância com a posição norte-americana sobre Jerusalém. A organização se reuniu em Istambul, na Turquia, exatamente para debater uma resposta conjunta à decisão de Trump, a qual chamou de "nula e sem valor".
"Condenamos duramente a decisão irresponsável, ilegal e unilateral do presidente dos EUA de reconhecer Jerusalém como a suposta capital de Israel", diz o documento, que foi divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores turco. Para a OCI, a decisão "é uma ameaça deliberada contra os esforços de paz, um incentivo ao terrorismo e uma ameaça à paz e à segurança internacionais".
O comunicado afirma, ainda, que a decisão mostra que os EUA se retiraram de seu papel de mediador das negociações de paz no Oriente Médio, ecoando declarações do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Pouco antes de o comunicado ser publicado, Abbas disse que a decisão de Trump foi o "maior dos crimes" e uma violação flagrante da lei internacional.
"Jerusalém é e sempre será a capital da Palestina", afirmou ele, ao pedir apoio dos colegas para excluir Washington das negociações de paz. A maior parte da comunidade internacional não concorda com o pleito israelense para que Jerusalém seja reconhecida como sua capital, uma vez que os palestinos reivindicam o mesmo.
Israel conquistou a parte oriental de Jerusalém em 1967, anexando-a em seguida e declarando toda a cidade como sua capital. A medida não foi reconhecida pela comunidade internacional, e a maioria dos países mantém suas embaixadas em Tel Aviv.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia