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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Internacional

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Oriente Médio

Notícia da edição impressa de 08/12/2017. Alterada em 07/12 às 23h01min

Após anúncio de Trump sobre Jerusalém, Hamas convoca intifada

Em Gaza, militantes do grupo palestino se preparam para levante

Em Gaza, militantes do grupo palestino se preparam para levante


/MOHAMMED ABED/AFP/JC
Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como capital de Israel, o grupo palestino Hamas convocou uma nova intifada. O levante contra o Estado judeu deve começar nesta sexta-feira. Protestos simultâneos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza deixaram pelo menos 17 feridos nesta quinta.
O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, pediu que palestinos, muçulmanos e árabes se manifestem contra a decisão dos EUA nesta sexta-feira, que chamou de "dia da raiva". "Deixem 8 de dezembro ser o primeiro dia da intifada contra o ocupante", afirmou.
Israelenses e norte-americanos consideram o Hamas uma organização terrorista. Por isso, o Exército de Israel decidiu reforçar a segurança nas fronteiras. Em nota, os militares anunciaram que diversos batalhões foram mobilizados para a região da Cisjordânia e que o restante das tropas estará de prontidão.
A primeira intifada (1987-1991) marcou a luta palestina contra a ocupação israelense dos territórios conquistados durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Os palestinos reivindicam o Leste da cidade, anexado por Israel após o conflito, como sua futura capital. Em 2000, começou a segunda intifada, depois da visita do ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon - na época, um parlamentar do partido Likud - à Esplanada das Mesquitas, o que foi visto como uma provocação ao povo palestino. Depois de 2005, houve um período de calmaria, mas o ambiente na zona do conflito ainda é instável.
O anúncio de Trump não foi bem recebido pela maior parte da comunidade internacional. Temendo que a decisão dificulte o processo de paz e aumente a instabilidade na região, aliados tradicionais dos EUA, como Alemanha, Reino Unido e França, não aprovaram a medida. Líderes de países árabes e de maioria muçulmana, assim como a Rússia, a China e o Vaticano, também se manifestaram contra a decisão.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no entanto, acredita que outros países podem seguir o exemplo norte-americano e transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. "Já estamos em contato com outros Estados que farão um reconhecimento semelhante", garantiu o premiê.
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