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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Geral

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Saúde

Notícia da edição impressa de 28/12/2017. Alterada em 28/12 às 08h49min

Projeto para o Beneficência está previsto para janeiro

Funcionários não recebem salário integral há seis meses

Funcionários não recebem salário integral há seis meses


CLAITON DORNELLES /JC
Suzy Scarton
Desde que a prefeitura de Porto Alegre anunciou a rescisão do contrato com o Hospital Beneficência Portuguesa, no final de novembro, entidades de diferentes setores têm se mobilizado para evitar que o hospital seja permanentemente fechado. O repasse mensal da prefeitura à instituição era de aproximadamente R$ 1,4 milhão e, devido à inexecução dos serviços e ao descumprimento de condições do contrato, a Secretaria Municipal de Saúde descontinuou o acordo. A Procuradoria-Geral do Município já recebeu um pedido de recurso e reavalia a possibilidade de retomada do contrato, mas tudo indica que essa possibilidade ainda seja remota.
Na semana passada, o secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim, recebeu o deputado estadual Pedro Ruas (PSOL), que lidera a Frente Parlamentar em Defesa do Beneficência Portuguesa, lançada neste mês. No encontro, Harzheim elencou as condições necessárias para que a prefeitura pense em retomar o contrato com o Beneficência Portuguesa.
"Só vamos negociar com outro grupo de gestão, que tenha experiência comprovada na gerência de hospitais. Além disso, o hospital precisa estar funcionando para retomarmos. Não vamos fazer com que ele volte a funcionar. Esse grupo tem de se mostrar capaz", explica o secretário. Ele também acredita que o hospital não conseguirá se manter somente com a verba repassada pelo Ministério da Saúde aos pacientes vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Do total de 160 leitos, 70 são do SUS.
Também está em andamento uma proposta lançada por docentes da Universidade Federal da Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) para ajudar no gerenciamento do Beneficência ou transformá-lo em um hospital-escola. Professores e a reitora da instituição, Lúcia Campos Pellanda, e o presidente do Beneficência, Augusto Veit Júnior, se reuniram com os ministros Ricardo Barros, da Saúde, e Eliseu Padilha, da Casa Civil, apresentando a proposta.
Segundo o médico e professor da UFCSPA Paulo Fontes, a universidade já se colocou à disposição para ajudar no gerenciamento do hospital. "Na primeira semana de janeiro, devem ocorrer as primeiras reuniões para operacionalizar isso. Acreditamos que, na segunda semana do mês, já tenhamos um projeto", afirma o professor.
A possibilidade de que o hospital vire um hospital universitário, porém, é mais remota, já que depende de uma definição do governo federal. A UFCSPA possui 16 cursos, todos na área da saúde, e poderia oferecer força de trabalho que o Beneficência não possui. No entanto, por se tratar de uma instituição federal, a universidade não tem verba para arcar com as despesas do hospital ou para sanar a dívida existente, de cerca de R$ 6 milhões. Estima-se que sejam necessários de R$ 1 milhão a R$ 3 milhões mensais para manter o funcionamento.
Enquanto isso, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) abriu a possibilidade de que cidadãos comuns contribuam para a preservação do hospital, um dos mais antigos da cidade. Desde sexta-feira, está aberta uma conta no Banrisul para que a população faça doações de qualquer valor. O dinheiro será controlado pelo hospital e destinado a pagar os custos com funcionários - que não recebem o salário integral há cerca de seis meses - e demais gastos necessários.

Como doar

  • Conta: Banrisul
  • Agência: 0100
  • Conta corrente: 06.205518.7-4
  • CNPJ: 92.740.539/0001-03
  • Valor: é possível doar qualquer valor
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