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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Geral

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Educação

Notícia da edição impressa de 22/12/2017. Alterada em 21/12 às 23h07min

Taxa de pretos e pardos analfabetos é duas vezes maior

O Brasil tinha 11,8 milhões de analfabetos no fim do ano passado, e o problema é ainda mais agudo entre pretos e pardos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto quatro em cada 100 pessoas de cor branca eram analfabetas, o número chegava a dez em cada 100 entre pretos e pardos. No total, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 ou mais anos de idade foi estimada em 7,2%, sendo 7,4% entre os homens e 7% entre as mulheres. Os números constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua): Educação, divulgada nesta quinta-feira.
A disparidade se torna mais acentuada com o avanço da idade da população. De cada dez pessoas pretas ou pardas com 60 anos ou mais, três são analfabetas; entre os brancos, há apenas um idoso analfabeto a cada dez. Ao todo, 20,4% da população idosa brasileira não sabe ler nem escrever.
Instituído pela Lei nº 13.005, de 2014, o Plano Nacional de Educação previa uma redução da taxa de analfabetos para 6,5% até 2015, com objetivo final de erradicar totalmente o analfabetismo até o ano de 2024. A meta, porém, foi atingida apenas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Nordeste, por seu turno, teve a maior taxa de analfabetismo no ano passado, com 14,8% - mais de quatro vezes acima das estimativas para as regiões Sudeste (3,8%) e Sul (3,6%). Na região Norte, o analfabetismo verificado em 2016 foi de 8,5% e, no Centro-Oeste, 5,7%.
De acordo com Marina Aguas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, os dados obtidos devem ajudar a fomentar políticas públicas voltadas para a redução do analfabetismo, com foco nas regiões onde o problema segue mais presente.
No que se refere ao nível de instrução, 51% da população de 25 anos ou mais tinha, em 2016, até o Ensino Fundamental completo, enquanto 26,3% concluiu o Ensino Médio, e 15,3% obteve diploma no Ensino Superior. Considerando a cor ou raça, 22,2% das pessoas brancas tinham Superior completo; para as pretas ou pardas, a proporção era de 8,8%. A média para pessoas com 25 anos ou mais foi de oito anos letivos, com as regiões Nordeste (6,7 anos) e Norte (7,4) ficando abaixo da média nacional.
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