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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Direitos Humanos

Notícia da edição impressa de 14/12/2017. Alterada em 13/12 às 22h28min

Número de imigrantes com trabalho formal cai 13%

São Paulo responde por 37% das carteiras assinadas; Estado é o quarto no País

São Paulo responde por 37% das carteiras assinadas; Estado é o quarto no País


ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL/JC
A crise econômica que atinge o País teve efeitos significativos sobre a situação dos imigrantes em solo brasileiro. Segundo dados divulgados ontem pelo Observatório das Migrações Internacionais
(ObMigra), o número de estrangeiros que conseguiram trabalho formal no Brasil caiu 13% no ano passado, no comparativo com 2015. O índice marca uma interrupção da tendência verificada nos últimos cinco anos, que era de aumento nas contratações.
Segundo o estudo, realizado com apoio do Conselho Nacional da Imigração e do Ministério do Trabalho, 690 mil pessoas estão no País de forma permanente, enquanto 359 mil têm status temporário. Cerca de 14,5 mil são considerados fronteiriços, somando algo em torno de 1,06 milhão de imigrantes em solo brasileiro - número que não leva em conta os que ingressaram clandestinamente no País.
No último ano, cerca de 94 mil estrangeiros ingressaram em solo brasileiro, reiterando a queda nos ingressos verificada desde 2014, quando o País recebeu mais de 122 mil pessoas. De acordo com o coordenador da pesquisa, Leonardo Cavalcanti, os efeitos da crise foram menos imediatos sobre os trabalhadores estrangeiros, uma vez que a atividade profissional deles costuma se concentrar em setores cujos reflexos do desaquecimento econômico demoraram mais a aparecer. Segundo ele, dados preliminares do primeiro semestre deste ano, que não entraram no levantamento, apontam para uma possível melhora no quadro que envolve imigrantes no Brasil.
Percentualmente, houve maior redução na formalização de homens vindos do exterior, que são a maioria dos oriundos de outros países em busca de trabalho. Enquanto a empregabilidade feminina caiu 6,3% entre 2015 e 2016, a de homens teve queda de 15,4%. Ainda assim, trabalhadores do sexo masculino constituem cerca de 72% da mão de obra estrangeira formalizada. Mulheres imigrantes e refugiadas têm maior dificuldade para a regularização.
Os haitianos seguem sendo os mais inseridos no mercado formal, mas houve queda proporcional de 30% nos últimos 12 meses registrados. No ano passado, 25.782 haitianos assinaram carteira, contra 33.507 no ano anterior. Além de nativos do Haiti, as cinco nacionalidades mais comumente encontradas no setor formal em 2016 são portugueses (com 8.844 profissionais), paraguaios (7.737), argentinos (7.120) e bolivianos (5.975). Os venezuelanos, cuja entrada no País ganhou o noticiário nos últimos meses, ocupam apenas a 19ª colocação.
Há também uma queda no grau de instrução da mão de obra estrangeira no Brasil. Em 2016, o grupo de imigrantes com nível superior de ensino ficou em torno de 30% - muito abaixo do verificado em 2010, quando esse grupo somava 54%. O maior percentual é de formações equivalentes ao Ensino Médio, com 35% do total.
São Paulo segue sendo o estado brasileiro com mais trabalhadores estrangeiros formalizados, respondendo por 37% de todas as contratações do ano passado. O Rio Grande do Sul ocupa a quarta colocação, respondendo por 10% das contratações, atrás também de Santa Catarina (12,5%) e do Paraná (12%).
 
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