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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 28/12 às 20h24min

Dólar recua ante rivais com impactos da reforma tributária nos EUA no radar

O dólar voltou a perder força nesta quinta-feira (28), à medida que os investidores veem um cenário positivo para um aperto monetário gradual na zona do euro no próximo ano. Além disso, os agentes continuaram a monitorar possíveis impactos da reforma tributária e das ações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no dólar em 2018.
No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar recuava para 112,89 ienes, enquanto o euro avançava para US$ 1,1945. O índice do dólar (DXY), que mede a divisa dos Estados Unidos em uma cesta com outras seis moedas principais, apresentava queda de 0,45%, a 92,602 pontos, perdendo o nível dos 93 pontos e registrando o menor nível em três meses.
Investidores esperam que o Banco Central Europeu (BCE) comece a reduzir seu programa de estímulo monetário no próximo ano, preparando o caminho para uma eventual elevação nos juros na zona do euro.
O aperto monetário fora dos EUA mina parte da atratividade do dólar na comparação com outras divisas principais na avaliação dos que procuram por rendimentos maiores. Com essa perspectiva no radar, o euro apresentou forte alta nesta quinta-feira, dando prosseguimento ao movimento visto em boa parte do ano.
Em solo americano, o otimismo quanto à reforma tributária e ao aperto do Fed fez com que os rendimentos dos títulos americanos operassem em alta. No entanto, o dólar não acompanhou o movimento altista e operou em queda. Para o estrategista de câmbio da Tempus, Juan Perez, "há um sentimento de negatividade em 2018 para a moeda americana. Embora a reforma tributária possa dar um gás adicional à economia americana, não parece que esse combustível seja suficiente para fazer com que o dólar se aprecie".
Visão semelhante têm os analistas da BMO Capital Markets. Em nota a clientes, eles apontaram que o Fed "perdeu sua capacidade de chocar o mercado ou mesmo de influenciá-lo de maneira importante" ao seguir o que havia previsto em dezembro de 2016, elevando os juros três vezes neste ano.
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