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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

28/12/2017 - 08h43min. Alterada em 28/12 às 10h11min

IGP-M sobe 0,89% em dezembro e registra queda de 0,52% em 2017

Indicador que corrige o aluguel fechou o ano de 2017 com queda de 0,52%, a maior desde 2009

Indicador que corrige o aluguel fechou o ano de 2017 com queda de 0,52%, a maior desde 2009


FREDY VIEIRA/JC
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou a alta para 0,89% em dezembro ante 0,52% em novembro, divulgou na manhã desta quinta-feira (28) a Fundação Getulio Vargas (FGV). 
Com isso, o indicador fechou o ano de 2017 com queda de 0,52%, a maior desde 2009 (-1,72%). Esse resultado também ficou abaixo da mediana, de -0,50%, mas dentro do intervalo que ia de deflação 0,69% a de 0,36%. Em 12 meses finalizados em novembro, o IGP-M acumulara queda de 0,86%, enquanto em 2016 a variação foi positiva em 7,17%.
Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M saiu de 0,66% para 1,24%; o IPC subiu ligeiramente, de 0,28% para 0,30%, e o INCC desacelerou de 0,28% para 0,14%.
Os preços dos produtos agropecuários no atacado, medidos pelo IPA agropecuário, subiram 0,83% em dezembro, após registrarem alta de 0,61% em novembro, informou a FGV. Já os preços de produtos industriais, mensurados pelo IPA Industrial, avançaram de forma mais relevante, para 1,37% depois de terem registrado aumento de 0,68% no mês passado.
Por etapas de produção, o preço das matérias-primas brutas foi o único que acelerou no período, saindo de deflação de 0,68% para um aumento relevante de 2,50%. Os Bens Finais tiveram um pequeno alívio de 0,50% em novembro para 0,48% em dezembro, enquanto os Bens Intermediários arrefeceram de 1,93% para 1,01%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo apresentou avanço de 1,24% em dezembro depois da alta de 0,66% no mês passado. No ano de 2017, o IPA acumulou recuo de 2,55% depois de mostrar deflação de 3,07% em 12 meses até novembro.

Minério, bovinos e leite in natura contribuem mais para alta do IPA

A alta de 0,89% no Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de dezembro, depois de 0,52% em novembro, teve a influência do relevante avanço do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu de 0,66% para 1,24% no período. Dentro do indicador, o destaque de elevação foi o grupo Matérias-Primas Brutas (-0,68% para 2,50%).
Essa forte aceleração é creditada pela Fundação Getulio Vargas, responsável pelo cálculo do IGP-M, ao aumento substancial de minério de ferro (-9,41% para 9,48%), além da elevação de bovinos (-1,33% para 2,92%) e da maior taxa de leite in natura (-3,76% para -0,33%).
Por outro lado, nos dois outros estágios de produção, houve decréscimo nas taxas de variação. Em Bens Intermediários (1,93% para 1,01%), a desaceleração foi influenciada pelo movimento do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de 4,78% para 1,47%.
Em Bens Finais, o alívio de 0,50% em novembro para 0,48% em dezembro teve contribuição maior de combustíveis para o consumo (9,17% para 3,67%).
De acordo com a FGV, entre as maiores influências de alta no IPA de dezembro estão além do minério de ferro e bovinos, óleos combustíveis (4,51% para 12,10%), soja em grão (3,69% para 1,46%) e milho em grão (5,09% para 2,92%).
Já na lista de maiores influências negativas estão óleo diesel (4,71% para -1,30%), feijão em grão (-3,72% para -7,03%), laranja (1,39% para -3,42%), batata-inglesa (5,56% para -6,79%) e tomate (mesmo com a aceleração de -22,46% para -13,96%).
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