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Porto Alegre, terça-feira, 26 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 27/12/2017. Alterada em 26/12 às 22h47min

Itaipu assume quarta melhor marca de produção de todos os tempos

Expectativa é de que usina feche ano acima de 96 milhões de MWh

Expectativa é de que usina feche ano acima de 96 milhões de MWh


/ALEXANDRE MARCHETTI/ITAIPU BINACIONAL/DIVULGAÇÃO/JC
A cinco dias do fim do ano, a produção de Itaipu já é a quarta melhor no ranking histórico da usina. Ontem, por volta das 12h, a usina ultrapassou a geração de 94,7 milhões de megawatts-hora (MWh) obtida em 2008. Essa energia toda seria suficiente para atender à cidade de Foz do Iguaçu, que sedia a usina no lado brasileiro, por 170 anos, e o estado do Paraná inteiro por três anos.
A expectativa é que a usina feche o ano com uma produção acima de 96 milhões de MWh, um milhão de MWh a mais do que a projeção inicial para 2017. Este ano ficará atrás apenas do "trio de ouro", os três melhores da história da operação. Em 2012, a usina gerou 98,3 milhões de MWh; em 2013, foram 98,6 milhões de MWh; e, em 2016, bateu o recorde mundial, com 103,1 milhões de MWh.
Para um ano hidrológico desfavorável, o pior de todos os tempos, 2017 ficou acima das expectativas. Com chuvas localizadas, boa gestão e equipamentos em dia, a Itaipu conseguiu manter um patamar de geração admirável.
Segundo o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna, o bom resultado de 2017 é uma combinação de vários fatores. "Passa por uma boa gestão das afluências, pelo excelente desempenho das equipes de operação e manutenção dos equipamentos da usina, de uma boa disponibilidade dos sistemas de transmissão brasileiro e paraguaio, assim como pelos sinais econômicos de elevação do consumo do Brasil e do Paraguai", diz.
Em 2016, Itaipu atendeu a 76% do mercado paraguaio e a 17% do mercado brasileiro de energia elétrica. Os 103 milhões de MWh produzidos no ano passado pela binacional poderiam iluminar todo o planeta por dois dias. Com os 2,5 bilhões de MWh produzidos desde o início da operação, em 33 anos e meio, o mundo inteiro seria iluminado por mais de 40 dias.
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