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Porto Alegre, sexta-feira, 22 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Crédito

Alterada em 22/12 às 14h20min

Black Friday impulsionou vendas no cartão de crédito

Agência Brasil
A promoção do comércio varejista Black Friday ajudou a aumentar as compras à vista no cartão de crédito em novembro, de acordo com o Banco Central. No mês, foram concedidos R$ 70,698 bilhões em crédito, o que representou um aumento de 5,8% em relação a outubro. Os dados estão no Boletim de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro, divulgado hoje (22) pela instituição.
A Black Friday esse ano ocorreu no dia 24 de novembro e, na análise do chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, é um dos efeitos que ajuda a explicar o crescimento em novembro. "O cartão de crédito à vista é instrumento bastante utilizado para compras", disse
No ano passado, a Black Friday, que foi no dia 25 de novembro, foram concedidos R$ 63,968 bilhões de crédito à vista. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 10,5%.
Apesar do aumento nas compras no crédito à vista, as vendas na Black Friday esse ano tiveram um crescimento menor que no ano passado. De acordo com dados da Serasa Experian, neste ano, no final de semana da Black Friday, de 24 a 26 de novembro, as vendas nos comércios de rua e shoppings centers cresceram 4,9% em todo o país. No ano passado, o crescimento foi de 11%, comparado com 2015.
Na análise da Serasa, a Black Friday vem se consolidando como mais uma data importante do varejo nacional e, apesar de ter crescido menos do que no ano passado, as vendas neste ano foram impulsionadas pela recuperação da renda real dos consumidores e pelas melhores condições de crédito.
A perspectiva do Banco Central é de aumento dos saldos do crédito, no total, de 3%. Já em 2017, a perspetiva é que esse saldo feche no negativo, em menos 1%. "A perspectiva para o ano que vem, tanto no crédito quanto na atividade econômica é melhor. A projeção é recuperação gradual do mercado de crédito para o ano que vem, que passa para o positivo", avalia o Banco Central
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