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Porto Alegre, terça-feira, 19 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Construção civil

Alterada em 19/12 às 16h19min

Indústria da construção aposta em 2018 melhor, mas ociosidade ainda é elevada

Os empresários da indústria da construção estão mais otimistas e apostam em um 2018 melhor para o setor. Esse é o resultado da Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que mostra estimativas de aumento da atividade, na contração de novos empreendimentos e serviços e no fim das demissões no setor.
A pesquisa mostrou todos os indicadores de expectativa acima da linha de 50 pontos, mostrando que os empresários estão otimistas com o desempenho das empresas nos próximos seis meses. De acordo com a Sondagem, o índice de expectativas em relação ao nível de atividade ficou em 53 pontos, o de novos empreendimentos e serviços, em 51,9 pontos, e o de compra de insumos e matérias-primas subiu para 50,8 pontos. Os indicadores de expectativa da pesquisa da CNI variam de zero a 100 pontos e, quando acima de 50 pontos, indicam otimismo.
De acordo com a economista da CNI Flávia Ferraz, essa melhora na expectativa é resultado da reativação da economia, da queda dos juros, da inflação baixa e da recuperação do mercado de trabalho. Há também, destaca a economista, a expectativa de retomada das concessões, que deverá ter como consequência a contratação de obras de infraestrutura.
O Índice de Confiança do Empresário (Icei) do setor ficou em 56,7 pontos, o maior índice desde março de 2013 e acima da média histórica de 52,7 pontos. "Nesse cenário, a intenção de investimento manteve a trajetória de alta e atingiu 33,8 pontos em dezembro, maior valor desde abril de 2015", destaca a pesquisa. Apesar dessa melhora, a intenção de investimento ainda está abaixo da média histórica para dezembro, que é de 36,8 pontos.
A Sondagem aponta que a ociosidade ainda é elevada na indústria da construção, mesmo com a melhora apresentada nos últimos meses. Em novembro, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) ficou em 59%. Isso significa, segundo a CNI, que o setor operou com 41% das máquinas, equipamentos e pessoal parados no mês passado.
O indicador de número de empregados aumentou de 43,1 pontos em outubro para 44,9 pontos em novembro, reduzindo o ritmo de queda do emprego na indústria da construção. O índice de nível de atividade ficou estável em 46,8 pontos, ainda abaixo da linha divisória dos 50 pontos.
A Sondagem Indústria da Construção de novembro ouviu 578 empresas do setor entre 1º e 13 de dezembro.
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