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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 14/12 às 19h10min

Dólar sobe com adiamento da votação da reforma da Previdência

A novela para definir a data da votação da reforma da Previdência chegou ao fim com o anúncio de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, de que a pauta será votada no dia 19 de fevereiro. O adiamento, no entanto, não trouxe alívio para os investidores, que veem com certa incredulidade a aprovação da PEC no ano que vem. Isso se refletiu no movimento do dólar, que operou próximo das máximas durante quase duas horas após o anúncio de Maia, arrefecendo os ganhos somente a partir das 16 horas. "O governo já gastou mais de R$ 43 bilhões para aprovar a reforma, no entanto, ela foi adiada para o ano que vem. Quanto mais será gasto para que, de fato, a matéria saia do papel?", pergunta Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora. O questionamento é semelhante ao do vice-presidente e analista sênior da agência de classificação de risco Moody's, Samar Maziad, para quem o adiamento é fator de crédito negativo e indica falta de apoio político para a proposta.
O dólar à vista fechou em alta de 0,40%, a R$ 3,3362. Na máxima, atingiu R$ 3,3471 (+0,73%) e, na mínima, R$ 3,3109 (-0,36%). O giro foi de US$ 1,483 bilhão.
Por trás da corrida por ativos de proteção - leia-se dólares - está o medo de que a reforma não seja aprovada e que a Previdência acabe deteriorando ainda mais as contas públicas. "A consequência imediata seria o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, o que levaria a uma fuga de capitais", afirma Ricardo Gomes, diretor da Correparti. Para Pablo Spyer, diretor da Mirae, a primeira agência que poderia cortar a nota soberana é Standard & Poor's (S&P), já que a Moody's e a Fitch têm critérios diferentes para avaliar o risco país.
São indefinições como essa que levaram investidores a acionarem o botão de "stop-loss" e empresas a anteciparem novas compras de dólares. "Não está claro qual será o novo patamar da moeda, afinal, teremos 60 dias até a votação, o que dá bastante espaço para o mercado especular", acrescenta Gomes. "Acredito que a divisa vai oscilar em torno de R$ 3,35, mas não descarto a possibilidade de atingir os R$ 3,40", afirma.
É bom lembrar que, antes do dia 19 de fevereiro, outra data deve chamar atenção dos investidores: 24 de janeiro. É quando o recurso do ex-presidente Lula vai ser julgado pelo Tribunal Regional Federal, na Operação Lava Jato. Caso a sentença do juiz Sérgio Moro seja confirmada, Lula se tornará inelegível e não poderá participar do pleito eleitoral do ano que vem.
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