Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 13 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Sistema Financeiro

Notícia da edição impressa de 14/12/2017. Alterada em 13/12 às 22h01min

Banco Central estuda alterações no cartão de débito

Grupo de trabalho estuda mudanças no cartão de débito, com redução de custos para os lojistas

Grupo de trabalho estuda mudanças no cartão de débito, com redução de custos para os lojistas


MARCO QUINTANA/JC
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, informou ontem que, após as medidas que reduziram as taxas de juros no cartão de crédito, a autoridade monetária estuda mudanças no cartão de débito. Foi criado um grupo de estudo para pesquisar o tema, com a possibilidade de estímulo ao uso do cartão de débito e a redução do custo para o lojista.
"Estamos formando um grupo de estudo para pensar em como incentivar esse instrumento, se o custo é adequado. Acreditamos que é um instrumento válido, que pode economizar meios de pagamento em espécie. Ainda está no início", disse Goldfajn durante balanço de fim de ano.
O BC está realizando estudos sobre o que classificou como "nível estrutural" do compulsório (depósitos que os bancos são obrigados a deixar recolhidos no BC, ou seja, que não podem emprestar livremente). "O objetivo é a redução do custo estrutural do compulsório. Não pensar como medida de política monetária, mas pensar de forma estrutural. A ideia é ir para baixo, não ficar para cima nem ficar parado", disse.
O presidente do BC avaliou que a posição firme da instituição em não aceitar a elevação da meta de inflação para 2017 garantiu a combinação de juros e inflação em patamares baixos que a economia vive hoje. Segundo ele, quando a inflação estava em 9% em 2016 havia a pressão para que a meta de 4,5% fosse ajustada para cima.
"A firmeza do Banco Central na busca dessas metas e na política monetária no final do não passado de ser manter firme até que as expectativas de inflação não tivessem recuado. Foi essa postura que permitiu que houvesse a queda de inflação que estamos observando hoje", afirmou.
Goldfajn destacou que as expectativas de inflação estão hoje bem ancoradas na meta. Ele fez questão de ressaltar que as projeções de mercado para 2019 e 2020 estão "exatamente" na meta.
Segundo o presidente do BC, a combinação de juros e inflação em queda é muito importante para a população porque está permitindo a recuperação da economia com o aumento do poder de compra. "O BC foi capaz de reduzir a taxa de juros para menos 7% que é mínimo histórico", disse.
Ele elencou os três fatores que embasaram a melhora da economia: a redução significativa da inflação, dos juros, a queda substancial da taxa de juros para níveis históricos e a recuperação da economia já disseminada após dois anos de recessão.
Goldfajn qualificou o crescimento de moedas virtuais, como o bitcoin, de "bolha" ou "pirâmide" e alertou para os riscos de se investir neste tipo de ativo não regulado pelos bancos centrais.
"Como estão hoje, com essa subida vertiginosa sem lastro e sem regulação, essas moedas levam a um risco tal que o BC emitiu um alerta. Isso tem que ser levado em consideração por aqueles que compram e transacionam essas moedas", respondeu.
Para o presidente do BC, uma das funcionalidades dessas moedas virtuais é a compra para revenda por um preço maior adiante. "Ou seja, comprar e passar para frente, o que é uma típica bolha ou pirâmide. Não é algo que nós reguladores deveríamos incentivar", enfatizou.
Em segundo lugar, Goldfajn disse que essas moedas também podem ser usadas para atividades ilícitas. "Usar esse tipo de moeda não isenta do crime, da pena e da punição", completou.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia