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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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previdência

Alterada em 13/12 às 12h01min

Reforma da Previdência é vital para equilibrar economia, diz presidente do Banco Central

Para Goldfajn, 2017 foi um ano positivo pela combinação 'para de redução significativa da inflação'

Para Goldfajn, 2017 foi um ano positivo pela combinação 'para de redução significativa da inflação'


ANTÔNIO CRUZ/ABR/JC
Agência Brasil
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, defendeu nesta quarta-feira (13), em Brasília, a aprovação da reforma da Previdência para dar segurança à economia brasileira, independentemente de mudanças no cenário externo e interno do país.
Ele concedeu entrevista para comentar a economia este ano e a agenda BC+ (medidas para tornar o crédito mais barato, aumentar a educação financeira, modernizar a legislação e tornar o sistema financeiro mais eficiente).
O presidente do BC disse que o cenário externo é um benefício para o Brasil, mas é prudente não considerar que essa situação vai continuar.
"É algo que não está no nosso controle". Ele disse que os ajustes e reformas na economia, em particular a da Previdência, são fundamentais para o equilíbrio da economia, com sustentação da inflação e taxa de juros baixas.
Goldfajn disse que não faz comentários sobre questões político-eleitorais do próximo ano. "O Banco Central cumpre sua missão permanecendo técnico. Isso também diz respeito à minha pessoa", disse.
Para ele, 2017 foi um ano positivo pela combinação "rara de redução significativa da inflação", queda da taxa básica de juros, a Selic, e recuperação da economia de forma disseminada, após dois anos de recessão.
"A partir do final do ano passado, tivemos uma queda substancial da inflação. Essa queda foi e está sendo importante para a população brasileira porque aumentou o poder de compra e permitiu o aumento do consumo, o que viabilizou o começo da recuperação econômica", disse.
Ele defendeu que a política econômica mudou de direção, ao ser menos intervencionista e não congelar preços, além de ter criado o teto de gastos, ter feito a reforma trabalhista e buscar a reforma da Previdência. Disse, ainda, que o BC foi firme em não elevar a meta de inflação para 2017 no momento em que os preços subiam.
Na entrevista, o presidente do Banco Central alertou para o risco de bolha no mercado de moedas virtuais. "Moedas virtuais do jeito que estão hoje com essa subida vertiginosa, onde não há lastro, não há ninguém para regular, levam a um risco tal que o Banco Central emitiu um comunicado alertando para os riscos", disse.
Ele destacou que essas moedas têm atualmente duas funcionalidades. Uma delas é comprar para vender na frente com a alta.
"É uma bolha, uma pirâmide", disse. A outra "funcionalidade" é usar como instrumento de atividade ilícita. "Usar as moedas virtuais não isenta da pena, da punição", alertou.
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