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Porto Alegre, terça-feira, 12 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Previdência

Notícia da edição impressa de 13/12/2017. Alterada em 12/12 às 22h57min

Industriais iniciam corpo a corpo pela reforma

Líderes de entidades e de setores estratégicos estiveram no Palácio do Planalto

Líderes de entidades e de setores estratégicos estiveram no Palácio do Planalto


/VALTER CAMPANATO /ABR/JC
O presidente Michel Temer se reuniu, ontem, com ministros e líderes empresariais, para defender a reforma da Previdência e agradecer o apoio à proposta dado pelos diversos setores da economia cujos representantes vieram ao Palácio do Planalto.
Segundo Temer, o governo tem feito uma "pregação" sobre a reforma para "restabelecer a verdade" sobre a proposta. Com poucos dias para angariar votos a favor da proposta, o empresariado decidiu ir além de e-mails, telefonemas e mensagens de celular para, literalmente, bater à porta dos parlamentares. Representantes da indústria de construção estão visitando a casa dos deputados para pedir voto.
"Os senhores sabem que estamos colocando o Brasil no século XXI. As reformas feitas estão tendo os melhores resultados", acrescentou o presidente, citando a criação do teto de gastos, a reforma do Ensino Médio, a reforma trabalhista e o fim da obrigatoriedade da Petrobras de participar de todos os empreendimentos na área do pré-sal.
Para Temer, o governo tem tomado medidas não apenas voltadas para a responsabilidade fiscal, como também para a responsabilidade social. "Precisamos fechar esse ciclo reformista, ou melhor, dar continuidade a ele. Após aprovarmos a reforma da Previdência, vamos levar adiante a simplificação tributária", repetiu.
Além de empresários ligados à Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, garantiu que o setor vai trabalhar a favor da aprovação da reforma. "Podem contar com o nosso apoio. Trago a palavra de apoio da indústria automobilística. Quanto antes a reforma vier, melhor para todos", disse.
Megale citou que a indústria automobilística deve encerrar o ano com produção de 2,7 milhões de veículos, um crescimento próximo de 9%, maior que a expectativa inicial do setor, que era de 7%. Segundo ele, os associados da Anfavea chegaram a produzir 4 milhões de veículos por ano. Na época, o Brasil era o quarto maior mercado no mundo. "No ano passado, caímos pela metade, a 2 milhões."
O presidente da Anfavea disse que o Brasil deve fechar o ano com recorde nas exportações, atingindo a marca de 750 mil veículos. Ele afirmou, ainda, que o setor recentemente retirou milhares de trabalhadores do regime de lay-off e os recolocou no regime integral.
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, subiu o tom e afirmou a parlamentares que quem não quer a reforma da Previdência está dizendo, nas entrelinhas, que deseja um aumento de imposto. Segundo ele, é necessário enfrentar a realidade de que não é possível arcar com essa conta e que não é possível acreditar que o "Papai Noel vai prover recursos" para quitar as despesas previdenciárias.
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