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Porto Alegre, sábado, 02 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria automotiva

02/12/2017 - 11h55min. Alterada em 02/12 às 11h56min

Montadoras reclamam de impasses no governo que retardam Rota 2030

Modelo Onix, produzido na fábrica da GM em Gravataí, lidera vendas na sua categoria

Modelo Onix, produzido na fábrica da GM em Gravataí, lidera vendas na sua categoria


CLAITON DORNELLES /JC
Folhapress
Enquanto as vendas de automóveis seguem em crescimento, as montadoras ainda têm esperança de que as bases do novo plano para o setor, chamado Rota 2030, sejam divulgadas ainda em dezembro. Representantes das fabricantes de carros se queixam de divisões, impasses e brigas dentro do governo, que dificultam o consenso sobre questões tributárias.
A preocupação é de que pontos definidos no programa vigente, o Inovar-Auto, sejam abandonados, embora tenham ocorrido investimentos por parte das empresas. "Há avanços que já foram implementados, como a questão das metas de eficiência energética. As engenharias acompanharam isso muito bem, e estamos prontos para iniciar uma nova etapa em janeiro", diz Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais da Toyota.
Esperava-se que o novo plano fosse divulgado em outubro, com implementação em janeiro. O atual expira no fim do ano. Para atender às premissas do Inovar-Auto, a montadora de origem japonesa construiu um centro de pesquisa em São bernardo do Campo (Grande São Paulo). O grupo Grandini, importador da marca sul-coreana Kia, também investiu em um complexo tecnológico, na cidade de Itu (a 101 km de São Paulo).
A preocupação das montadoras é que a demora em divulgar e homologar o Rota 2030 crie um vácuo jurídico e interfira na concessão em benefícios tributários, hoje baseados nas metas de redução de consumo e de emissões de poluentes, além de considerar o conteúdo produzido localmente. 
O governo já demonstrou vontade de segurar a divulgação do novo programa à espera da definição de novos acordos de comércio. Contudo, as montadoras afirmam que o Rota 2030 já está pronto, embora temam mudanças de última hora.
Apesar dos problemas com a OMC, parte do que foi estipulado no Inovar-Auto deve ser mantido, como a divisão de faixas de IPI (Imposto sobre Produtos industrializados) baseada no tamanho dos motores. Os emplacamentos seguem em alta, com crescimento de 9,8% no acumulado de 2017 (janeiro a novembro) em relação a igual período de 2016.
O cálculo divulgado pela Fenabrave (associação dos distribuidores de veículos) considera as vendas de carros de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões. O Chevrolet Onix permanece na liderança entre os automóveis, com 18.611 unidades licenciadas em novembro. O Ford Ka fechou o mês na segunda posição (9.067), seguido de Hyundai HB20 (8.527).
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