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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 15/12/2017. Alterada em 14/12 às 21h02min

Rumo às bases

O Congresso praticamente está concluindo seus trabalhos deste ano. Com parlamentares já deixando Brasília rumo às suas bases, é bastante remota a possibilidade de aprovação de qualquer projeto, ainda este ano. Na opinião do deputado Afonso Motta (PDT-RS), depois da aprovação da Lei Orçamentária Anual, na quarta-feira "é pouco crível que, no que diz respeito a regulação, se consiga aprovar".
Congresso esvaziado
Na sexta-feira, como é usual, há poucas atividades de parlamentares no Congresso. O convite é para que os deputados voltem na próxima segunda-feira, quando as chances são mínimas para entrar em pauta alguma coisa de repercussão ou amplo debate. Depois, terça e quarta-feira, os deputados começam a pegar voos para suas bases para as festas de Natal e de fim de ano. A partir daí, só Feliz Ano-Novo.
Insistência do governo
Enquanto isso, questionam alguns parlamentares, é estranha a insistência do governo, com a chancela do Palácio do Planalto, forçar para que a reforma da Previdência fosse votada ainda este ano, quando não há mais tempo. Na avaliação de Afonso Motta "ou é para manter até o último dia, para que se inicie já nos primeiros dias de fevereiro se tiver ambiente, o debate e a votação; ou é para não mostrar a derrota no fim do ano". Deputados da oposição, principalmente o PT, foram implacáveis na sessão da tarde desta quinta-feira contra a reforma previdenciária e críticas ao governo Michel Temer. Darcísio Perondi (PMDB-RS), como tem feito com fôlego, nos últimos meses, foi à tribuna para mostrar as ações positivas do governo que "permitiu que o País esteja saindo da recessão, mais emprego, e esta fazendo a defesa dos assalariados que vocês (PT) não cuidaram bem". Disse que a reforma trabalhista já está dando resultados. Elencou os pontos importantes da reforma da Previdência e disse que os parlamentares estão desinformados.
Reforma tributária
Quanto à reforma tributária, segundo avaliam os deputados, é mais fácil para o governo conseguir aprovação. "Muito. Muito mais fácil que a da Previdência, porque os interesses do governo numa hora dessas de fragilidade, que tem que acontecer, não estão acontecendo. Então os interesses do governo são muito grandes. Por isso, argumenta Afonso Motta, entra aquilo que possa ser idealizado, que possa ser aprovado, e os interesses do governo num momento que há uma carência total de recursos, tem muita distância."
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