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Porto Alegre, terça-feira, 12 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 13/12/2017. Alterada em 12/12 às 22h29min

Enfraquecimento das instituições

BILLY BOSS/CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC
O senador Sérgio de Castro (PDT-ES) afirmou, em pronunciamento, da tribuna, que o mau exemplo das autoridades é responsável pelo aumento da violência. Ele protestou contra a vitimização de quem comete um crime e frisou que não é correto dizer que a exclusão social é motivo para o aumento da criminalidade. O pedetista citou dados que mostram que, mesmo no maior período de estabilidade e crescimento econômico do País, houve aumento de 10,6% no número de homicídios. O crescimento dos índices de violência é atribuído por Sérgio de Castro ao enfraquecimento de instituições responsáveis pela manutenção dos valores morais, como a família, as igrejas e as escolas. Segundo o senador capixaba, o desrespeito à lei, a morosidade do Judiciário e a falta de exemplo das autoridades também são fatores a serem levados em conta quando se analisam as causas da violência no Brasil.
Questão social é a chave
 O deputado federal gaúcho José Fogaça (PMDB) concorda em parte, ao mesmo tempo em que contesta o senador do PDT. Fogaça afirma que o senador não deixa de ter razão, mas assinala que "o ambiente de pobreza, a distribuição de renda que tem no Brasil é o que determina o cálculo de cultura, o ambiente para que se formem essas situações de conflito social, de violência, diferença de nível e renda, que levam à criminalidade". Para Fogaça, "não há dúvida disso, a questão social é a chave, é a questão maior".
Postura de desprezo
Na avaliação de José Fogaça, "é evidente que, antes de mais nada, a postura, as atitudes da nossa sociedade mais abastada, aquela que vive na parte de cima dos privilégios, é uma postura de muito desprezo, de muito desdenho, de muita desconsideração em relação aos demais". Ao contrário, afirma Fogaça, "nós temos outra visão ideológica, que ela é muito mais disseminada hoje, e que permite que se criem, por exemplo, essas organizações criminosas nos presídios, e que dizem claramente o seguinte: 'matar é um direito, assaltar é um direito, dada a realidade brasileira'. Ou seja, nós estamos fazendo aquilo que nos cabe dentro de uma sociedade tão injusta, e tão diferenciada. Isso é desenvolvido, é pregado; é disseminado na cabeça das lideranças. E os jovens que crescem nesse meio, crescem com essa visão, com esse sentimento de que é preciso acumular um poder sobre outro poder. Se torna quase que uma guerra civil santa".
 
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