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Porto Alegre, terça-feira, 05 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 06/12/2017. Alterada em 05/12 às 21h28min

Prazo fica menor

Com o prazo cada vez mais apertado, o governo acena para os parlamentares em busca de apoio para alcançar os 308 votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A ofensiva inclui promessas eleitorais e compensações aos municípios, que têm a missão de alinhar seus parlamentares na aprovação da reforma. Na avaliação do governo, cinco partidos vão fechar questão a favor do projeto. Entre os acenos do Planalto aos parlamentares haverá benefícios em coligações, distribuição de tempo de TV e verbas do Fundo Eleitoral.
Pauta da eleição
Para o deputado federal gaúcho Jerônimo Goergen (PP), "o governo vai fazer um movimento de ficar pressionando para tentar que os candidatos pautem esse assunto na eleição. Dá a impressão de que o mercado pressionou (Michel) Temer (PMDB) para que ele faça pelo menos isso". Na avaliação do deputado, "o presidente ficará cobrando para que a pauta fique no debate eleitoral". E lembra que, se não se vota neste ano, em 2018 "o cenário será pior ainda".
Prometer e fazer
Na análise de Goergen, "para fazer a reforma, o candidato vai ter que ser muito claro. Do meu ponto de vista, na campanha que ele dirá se vai ou não fazer, e se prometer que vai fazer, ele tem que ser um cara eleito pela urna para ter legitimidade para tentar isso".
PMDB fechando questão
A bancada do PMDB na Câmara quer fechar questão sobre a reforma da Previdência. Segundo o líder do partido na Câmara, Baleia Rossi (SP), a maioria da bancada já sinalizou que pode fechar questão em favor da aprovação da emenda constitucional que altera as regras de acesso à aposentadoria. Com o fechamento da questão, os parlamentares que não acompanharem a decisão da executiva podem sofrer penalidades, como suspensão de atividades partidárias, ou até mesmo expulsão da legenda.
Apoio dos partidos aliados
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), disse, nesta terça-feira, que "cresceu muito a probabilidade" de o Congresso aprovar a reforma da Previdência. Segundo Padilha, o motivo é a decisão de partidos aliados ao Planalto de declararem apoio à proposta. Na avaliação do chefe da Casa Civil, na medida em que os sete partidos com as maiores bancadas do grupo de apoio ao governo, PMDB, PP, PR, PSD, PTB, PRB e DEM, "fecharem questão, seguramente teremos do PSDB uma posição também favorável, não tenho dúvida, porque o ajuste fiscal é uma questão programática do PSDB".
 
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