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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

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José A. V. da Cunha

Intervalo

Notícia da edição impressa de 02/01/2018. Alterada em 01/01 às 18h30min

Um ano de expectativas otimistas

A coluna segue hoje com depoimentos sobre o desempenho das empresas de Comunicação em 2017 e suas expectativas para 2018. Aqui, repete-se também a mesma convicção registrada na semana anterior: o pessoal reconhece que, apesar dos pesares, 2017 foi melhor do que 2016 e pior do que será 2018. Os executivos do setor ouvidos por Coletiva.net agora em dezembro são praticamente unânimes ao expressar muito otimismos para este novo ano, considerando especialmente que as bases para isso estão lançadas, com a economia voltando a viver um período que promete ser virtuoso. Quem chegou até aqui com um razoável equilíbrio em suas finanças e estrutura, tem tudo para viver um grande ano. Só não pode descuidar do futuro do negócio, que continua desafiador e, em muitos aspectos, nebuloso e desconhecido.

Retomada com confiança

Daniel Skowronsky, sócio-diretor da Global

Daniel Skowronsky, sócio-diretor da Global


COLETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
Confiança é que não falta a Daniel Skowronsky, sócio-diretor da Global: "Vamos entrar em 2018 com o pé no acelerador", afirmou, explicando que vê de forma positiva o novo ano ao identificar que há um movimento de retomada do mercado. "Continuaremos vivendo em um contexto de mudanças constantes e de incertezas em diversos aspectos. Teremos que nos acostumar com essa complexidade no ambiente dos negócios", falou ao Coletiva.net. E disse que para os próximos 12 meses a meta é seguir ajudando a impulsionar os resultados e o crescimento dos clientes, independentemente do contexto. O ano da Global se encerrou com o avanço na entrega de serviços digitais e de branding e com a superação das metas estabelecidas em 2016, como o crescimento de 20% em relação ao ano anterior, segundo o executivo.
 

Um sindicato efervescente

O ano foi de benefícios e criação, festeja o presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS), Fernando Silveira, ao lembrar a instituição, no âmbito do sindicato, do Grupo de Gestão. Formado por profissionais das áreas administrativa, financeira e gestão de pessoas, o grupo passou a gerar pautas para o sindicato e estimular iniciativas, como a sondagem dos valores praticados pelas agências por serviços e na relação com seus colaboradores. A entidade se dedicou a ter participação ativa, inclusive envolvendo-se nos debates sobre o mobiliário urbano de Porto Alegre e a reforma trabalhista, dando atenção também às licitações públicas realizadas por todo o Estado. Fernando disse esperar um ano novo "muito melhor para o mercado". "Tudo que aprendemos e todas as batalhas que vivemos até agora, certamente, serão úteis em 2018", enfatizou.

O melhor ano de uma vida

Daniel Costa

Daniel Costa


COLETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
Assumir riscos, investir no próprio negócio e criar novos produtos estiveram entre os desafios enfrentados pelo Grupo Imobi, segundo seu diretor-geral, Daniel Costa. "Empreender, em plena recessão econômica no País, não foi tarefa fácil", ele disse, mas compensou, porque 2017 encerrou-se como o grande ano da empresa, já que foi o melhor resultado de seus 12 anos de vida, com crescimento de 97% do faturamento. Parte do sucesso se explica com a aquisição da startup Plug que, segundo Daniel, trouxe inovação ao segmento de OOH (out of home): hoje, a empresa está presente em 47 cidades do Brasil, das quais 26 são no Rio Grande do Sul. A expectativa da empresa é ampliar ainda mais sua participação no mercado, e para isso conta com o talento de Ricardo Silveira, que no final do ano ingressou na sociedade e passou a responder pela área comercial.

O mercado que volta a investir

Analisa Brum

Analisa Brum


COLETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
A diretora da HappyHouse, Analisa Brum, revelou que 2017 foi um ano em que a agência de comunicação se esforçou para fazer mais com menos. Dentre as conquistas, destacou o ingresso de oito clientes, a contratação de 20 profissionais e o reposicionamento da marca. Para ela, o período terminou com a sensação de que a economia começa a se mostrar um pouco melhor. "O que se percebe é que as empresas voltaram a acreditar e a investir. A Happy é uma agência que nunca precisou prospectar e que avalia o mercado pela demanda", falou Analisa, para acrescentar que sua expectativa "é de crescer o mesmo que em 2017, porém com muito cuidado, sem tirar os pés do chão, para nos mantermos saudáveis". Entre os objetivos, listou intensificar a atuação da recém-criada startup Simplifica CI e aumentar a atuação em treinamento, criando a Escola Happy de Endomarketing.

Deveres cumpridos

Beto Sirostky, da 3yz, começa 2018 com otimismo, ao vislumbrar um mercado mais aquecido e com perspectivas mais positivas. Base para isso sua empresa tem, após ter atingido as metas de faturamento previstas: "Nosso 2017 ficou marcado pelo crescimento que tivemos no mercado nacional com entregas mais amplas e trabalhos com maior visibilidade." 
Tiago Ritter, da W3haus, avaliou que 2017 foi um período de retomada do crescimento da agência. "Em novembro, quando eu e meus sócios fizemos uma reflexão do que havíamos planejado como metas, ficamos felizes com os resultados alcançados", disse. Ele acredita que 2018 será um ano de consolidação e crescimento, "mesmo com uma economia ainda cambaleante". 
Ana Cássia Hennrich e Cátia Bandeira, da CDNSul, definiram 2017 como bom: "Foi um ano em que conseguimos manter a confiança dos clientes que já estavam conosco e também tivemos sucesso na prospecção de novas contas e jobs". As perspectivas para este novo ano são positivas "até porque sempre vamos perseguir a qualidade na entrega e a consequente confiança e satisfação do cliente. Somos teimosamente resilientes nisso", disse Cátia. 
Gil Kurtz, da Vossa, disse acreditar que o cenário sinaliza um ano melhor que 2017, ao lembrar que indicadores importantes reagiram, como a queda da taxa de juro e a retomada da atividade econômica e do crédito. Gil lamentou que o primeiro quadrimestre não foi bom, mas assegura que o final a agência encerrou o período com um crescimento de 10% em relação a 2016. 
Cleber Benvegnú, secretário estadual de Comunicação, acredita que a crise que se instalou no País criou um clima de cooperação no mercado da Comunicação. "Noto que esse momento que vivemos nos últimos anos parece que aproximou agências, clientes e veículos", destacou, em entrevista ao Coletiva.net. Além da concorrência, ele defende que há muitas questões positivas que empresas e profissionais podem compartilhar, contribuindo para o crescimento do mercado.

by the way...

... depois de três anos depressivos, renovam-se as esperanças no radar das boas empresas do ramo.
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