Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 26 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

COMENTAR | CORRIGIR

Contas públicas

Notícia da edição impressa de 27/12/2017. Alterada em 26/12 às 17h26min

Tesouro emitirá títulos com vencimentos mais longos

Secunho diz que mudança permitirá lidar melhor com preocupações

Secunho diz que mudança permitirá lidar melhor com preocupações


/ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
O Tesouro Nacional divulgou o cronograma de leilões de títulos da Dívida Pública Federal (DPF) em 2018, com algumas mudanças com relação ao calendário deste ano que têm o objetivo de dar mais flexibilidade ao órgão na emissão dos papéis.
O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, explicou que a principal alteração é o alongamento do vencimento de títulos no próximo ano, o que já era esperado pelo mercado. "No primeiro semestre, serão emitidos títulos novos, como a LTN (Letras do Tesouro Nacional) para abril de 2020 e a LTN para janeiro de 2022. Também será emitida a NTNF (Notas do Tesouro Nacional série F) com vencimento em janeiro de 2029, em substituição ao papel de janeiro de 2027", explicou.
Além disso, os leilões de NTNFs, que eram quinzenais, passarão a ser semanais. "Mais leilão não significa mais volume de títulos, mas sim uma diluição. Com isso, o Tesouro terá mais flexibilidade nessas colocações e conseguirá evitar demandas represadas por esses títulos", explicou Secunho. "O Tesouro optava por espaçar os leilões para fomentar o mercado secundário, mas está abrindo mão disso em 2018", completou.
Segundo o coordenador, a mudança permitirá que o Tesouro lide melhor com preocupações que podem trazer volatilidade ao mercado no próximo ano, vindas do cenário externo ou mesmo do ambiente interno, como a aprovação de reformas e as eleições. "Se os leilões de NTNFs tivessem sido semanais em 2017, o Tesouro já teria tido mais flexibilidade", acrescentou. Além disso, até 2017, o Tesouro previa recompras trimestrais de NTNFs e NTNBs, mas isso não será mais realizado.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia