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Porto Alegre, domingo, 10 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Consumo

Notícia da edição impressa de 11/12/2017. Alterada em 08/12 às 20h23min

Cuidado na hora de optar pela garantia estendida

FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Natal se aproximando, 13º salário no bolso: é uma boa hora para comprar uma geladeira nova, trocar a TV por um modelo mais moderno ou adquirir o último lançamento em matéria de celular. Na hora da compra, os vendedores costumam oferecer a garantia estendida ou um seguro para o produto. O que fazer: contratar ou não o serviço? Especialistas aconselham a fazer a conta de quanto isso vai custar e avaliar com atenção a cobertura oferecida.
Como o próprio nome diz, o seguro de garantia estendida tem por finalidade prorrogar o prazo de proteção do item adquirido, além da garantia de fábrica, que, por lei, é de pelo menos 90 dias. Mas a promessa de não ter dor de cabeça com o conserto precisa ser analisada com cuidado, para que o comprador não caia em armadilhas, alerta o Procon-SP. É imprescindível ler com atenção todas as cláusulas do contrato e se informar sobre a cobertura oferecida. E mais: a venda deste tipo de seguro não pode ser atrelada a descontos ou embutida no valor da compra.
Marco Antonio Garutti, presidente da Comissão de Seguros de Garantia Estendida e Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), esclarece que o preço do seguro de garantia estendida de 12 meses, por exemplo, varia conforme o tipo de produto. Em mais de 80% dos casos, custa entre 8% e 15% do valor do bem. Para muitos consumidores, diz ele, essa proteção é também o primeiro contato com um seguro. Garutti lembra que um reparo custa, em média, 40% do valor do produto. "O consumidor sabe o custo de ter que reparar um bem durável após o período de garantia. Muitas vezes, compensa comprar um novo. A garantia estendida pode representar uma economia no futuro."
Garutti dá o exemplo de um consumidor que comprou uma TV de LED, 40 polegadas, em 18 parcelas de R$ 120,00. Se tivesse adquirido o seguro estendido por mais 12 meses, teria desembolsado 18 parcelas em torno de R$ 134,00. Antes de acabar de pagar as parcelas, a TV teve um sensor queimado. Na assistência técnica, foi cobrado um valor para avaliar o defeito e mais R$ 600,00 pelo reparo. "Esse valor do reparo acaba pesando no orçamento. Se ele tivesse contratado a garanta estendida, sua televisão seria consertada quantas vezes fossem necessárias, durante os 12 meses adicionais, ou até receberia um aparelho novo. É uma proteção financeira", defende o diretor da Fenseg. O economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Luis Carlos Ewald diz que é difícil avaliar a relação entre custo e benefício nestes casos e que é preciso colocar na ponta do lápis se o gasto valerá realmente a pena ou se é mais vantajoso pegar o dinheiro e colocar numa poupança, por exemplo.
No caso do celular, diante do aumento dos roubos e furtos, quem precisa usar muito o aparelho, principalmente na rua, a trabalho, deve, sim, fazer o seguro, diz Ewald. Ele vê o serviço como alternativa vantajosa também para os consumidores de mais baixa renda, que poderiam ter dificuldade em comprar um produto novo e, por isso, preferem pagar pequenas parcelas para ter uma garantia estendida.
Embora o seguro para celulares e smartphones costume ser mais caro, podendo custar de 15% a 30% do valor do produto, estes aparelhos registram o maior volume de contratações, inclusive de garantia estendida, afirma Garutti. No entanto, acrescenta, na proporção de venda de aparelhos, o seguro mais adquirido para esse bem é o de roubo e danos. "Os maiores índices de seguros estão em produtos de informática, linha marrom (TVs, aparelhos de Blue Ray), linha banca (geladeiras, máquinas de lavar), móveis/estofados/colchões e produtos eletrônicos portáteis de baixo valor", afirma Garutti.
A estudante Bárbara Fernandes contratou, em 2014, um seguro para seu iPhone5S, na época o modelo mais caro. "Nunca perdi um celular em um assalto, mas fiz o seguro por precaução. Não sabia como era a segurança da área onde iria morar e nos arredores da faculdade", conta Bárbara, que optou por um serviço terceirizado da Claro, que custou cerca de 25% do valor total do aparelho.
As operadoras e seguradoras oferecem diferentes modalidades de seguros para celulares e tablets, mas a cobertura não é total. Furto simples, aquele em que não há uso da violência ou quando a pessoa nem percebe a subtração do aparelho, normalmente não está coberto.
O conselho dos especialistas é ler atentamente as cláusulas, que apontam as obrigações dos segurados e o limites de cobertura, antes de assinar o contrato. "As apólices também não costumam cobrir perda do celular, nem danos decorrentes do mau uso ou desgaste do aparelho. Por isso é tão importante ler o contrato com lupa, para saber os riscos cobertos e os excluídos", alerta José Varanda, da Escola Nacional de Seguros.
E o seguro para celular não é barato, afirma Varanda, pois as seguradoras trabalham com o sistema de mutualismo. "Quando aumenta o risco (de roubo), aumenta a taxa (o preço do seguro), que é diluída entre os contratantes. Parte do que eu paguei vai cobrir a indenização de outro segurado que teve o aparelho roubado." Nem sempre é preciso contratar o serviço de garantia estendida nas lojas. Dependendo da bandeira do cartão de crédito ou de débito utilizado para a compra do bem, o cliente estende automaticamente a garantia do produto. No caso da Mastercard, clientes Gold e Black aumentam a garantia original, para até um ano, dos produtos que compra, sem nenhum custo adicional. Procurada, a Visa não informou se oferece esse serviço.
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