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Porto Alegre, terça-feira, 28 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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ELEIÇÕEs 2018

Notícia da edição impressa de 28/11/2017. Alterada em 28/11 às 08h44min

Em carta, José Fortunati anuncia saída do PDT

Ex-prefeito protocolou documento ontem na sede estadual da sigla

Ex-prefeito protocolou documento ontem na sede estadual da sigla


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Bruna Suptitz
Ex-prefeito de Porto Alegre, José Fortunati formalizou ontem sua saída do PDT. O comunicado foi feito em carta, destinada ao presidente estadual da sigla, Pompeo de Mattos, e protocolada às 18h na sede da executiva estadual do partido. Na carta, alegou que os rumos, dele e do PDT, "neste momento, se separam", e disse que o seu futuro político-partidário é incerto.
Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, Fortunati diz que os motivos que levaram à saída foram "crescendo ao longo de 2017", mas evita comentar algum ponto da divergência com a sigla. A escolha do novo partido deve ficar para 2018. Ainda assim mantém a pré-candidatura ao Senado. "É a única possibilidade. Não tenho interesse em concorrer a nenhum outro cargo", afirma.
No PDT desde 2001, Fortunati destacou na carta as posições que ocupou pelo partido na prefeitura de Porto Alegre, como secretário de Planejamento, vice-prefeito e prefeito. Chegou a se afastar do PDT em 2015, ano em que sua esposa, a deputada estadual Regina Becker Fortunati, se filou à Rede. Antes disso, foi filiado ao PT por mais de duas décadas, tendo sido deputado estadual, federal e vice-prefeito.
Jornal do Comércio - Qual o motivo da sua saída do PDT?
José Fortunati - A minha motivação foi crescendo ao longo de 2017, são questões internas no PDT e, por uma questão ética, não vou falar. Como estou saindo do partido, não seria ético falar sobre algo que já passou, mas que foram sedimentando minha posição. Estou tranquilo em relação a isso. Não saio com mágoa. Tenho relação excelente com o PDT e quero manter sempre. Mas acho que chegou o momento de buscar novos rumos.
JC - Mantém a previsão de se candidatar ao Senado em 2018?
Fortunati - É a única possibilidade. Não tenho interesse em concorrer a nenhum outro cargo. A partir de agora, vou começar a estabelecer conversas. Não devo tomar decisão neste ano, devo fazer isso com tranquilidade, olhando para os cenários estadual e nacional. Tenho até 7 de abril de 2018 para me filiar a qualquer partido, se quiser concorrer. Obviamente deverei tomar uma decisão antes disso, mas não quero me precipitar.
JC - O senhor havia manifestado interesse em iniciar a pré-campanha pelo interior do Estado, mas não havia conseguido fazer por causa das indefinições do partido. Deve fazer isso mesmo sem ter definido o partido?
Fortunati - Há duas semanas, quando anunciei minha pré-candidatura (ao Senado), comecei a colocar nas redes sociais e dar entrevista a emissoras de rádio do Interior, e a partir daí começou um trabalho de pré-campanha. Mas não tenho estrutura para estar me deslocando para qualquer parte.
JC - Mesmo sem definição de partido, o senhor já tem possibilidades mais concretas, partidos com os quais conversa?
Fortunati - Acabei de receber um telefonema do presidente municipal do Solidariedade, vereador Claudio Janta, convidando para conversar. Tem o PR, o PTB, o PRB, o PBS, a Rede... São partidos com os quais já tive contato ao longo desse período, mas nunca aprofundei. Por estar ainda no PDT, não poderia avançar. Como hoje estou desligado do PDT formalmente, agora me sinto à vontade para fazer um diálogo aberto com possíveis parceiros.
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