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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 28/11/2017. Alterada em 27/11 às 22h08min

Alckmin aceita ser o presidente do PSDB

 Governador paulista foi beneficiado por recuo de Jereissati e Perillo

Governador paulista foi beneficiado por recuo de Jereissati e Perillo


FREDY VIEIRA/FREDY VIEIRA/JC
Em um jantar nesta segunda-feira à noite no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, os dois candidatos à presidência do PSDB, o senador Tasso Jeiressatti (CE) e o governador de Goiás, Marconi Perillo, abriram mão de suas candidaturas para que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seja o sucessor do senador Aécio Neves (MG) no comando da legenda. Jereissati e Perillo já conversaram com Alckmin. Na conversa, o governador e pré-candidato a presidente os consultou se abririam mão em favor de seu nome. Com a resposta afirmativa, Alckmin aceitou assumir a presidência do PSDB na vaga do senador mineiro.
Diante do acirramento da disputa entre os dois, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) fez uma última tentativa de acordo. Na última semana o governador de Goiás investiu pesado para aumentar seu apoio nos estados do Nordeste, onde Jereissati tem maioria. Teve reuniões em Aracaju (SE) e Teresina (PI). Investiu também para aumentar apoio no diretório de São Paulo, o maior, que está dividido.
Há dois meses, em um encontro com Alckmin, Perillo já havia lhe dito que abriria mão se ele topasse assumir o comando do partido. Ontem, em uma conversa de mais de duas horas, Alckmin lhe perguntou se abriria mão, e Perillo disse que sim. Jereissati já tinha conversado com Alckmin na quinta-feira e também respondeu que renunciaria. "Eu jamais serei incoerente na pregação que sempre fiz pela unidade do partido", disse Perillo.
Diante da possibilidade de aumentar o racha na disputa da chapa para a Executiva, Fernando Henrique voltou a fazer um último esforço para que Geraldo Alckmin assuma a presidência do PSDB na convenção de dezembro.
Os dois candidatos fizeram um acordo para indicação dos 256 membros do Diretório Nacional, e a nova Executiva será compartilhada entre os dois, de forma proporcional aos votos recebidos dos cerca de 600 convencionais. Mas o risco de a disputa dos dois grupos continuar no ano eleitoral tem levado a uma nova rodada de articulações para que o pré-candidato à República assuma o comando do partido. Alckmin teria que dar a resposta até esta semana, quando será registrada a chapa para o Diretório Nacional e as candidaturas de Jereissati e Perillo. Fernando Henrique é o presidente de honra do PSDB.
Desde o momento em que FHC divulgou uma nota sugerindo que Alckmin assumisse o comando do partido, o governador de São Paulo vinha hesitando em aceitar a proposta, por causa de sua pré-candidatura a presidente. Temia perder o apoio dos grupos de Jereissati e Perillo, e avisou que só aceitaria se fosse aclamado, sem disputar voto com outro candidato.
Além da pressão do próprio Fernando Henrique e de outros tucanos paulistas, pesou na decisão de Alckmin um alerta feito pelo grupo de Perillo, que enxergou na movimentação de Jereissati uma articulação que poderia ir além da presidência do partido, mas alcançar até mesmo uma candidatura a presidente em 2018.
O sinal vermelho, visto pelos interlocutores de Perillo, foi aceso no dia do anúncio da candidatura de Jereissati, quando o vice-presidente do Senado e seu maior cabo eleitoral, o senador Cássio Cunha Lima (PB), lançou seu nome para presidente da República. Interlocutores de Perillo chegaram a ponderar, junto a Alckmin, que, se Jereissati assumisse a presidência, ele seria candidato a presidente, já que seu discurso era o que tinha mais eco junto à opinião pública.
 

Tucano defende privatização da maioria das estatais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que já manifestou interesse em disputar a presidência da República no ano que vem, disse, nesta segunda-feira, que, se eleito, pretende privatizar a maior parte das 150 estatais federais.
Ao participar de fórum da revista Veja, o tucano disse que um terço dessas estatais foi criado em governos petistas e, em boa parte, a participação estatal não tem sentido.
Ressalvando sempre que tudo depende da confirmação de sua candidatura - que depende da indicação do PSDB -, Alckmin adiantou ainda que pretende criar um Ministério de Segurança Pública. "Precisamos rever modelo institucional de segurança pública. O governo federal tem que liderar esse trabalho. Não é um trabalho fácil", declarou. "Temos 17 mil quilômetros de fronteira seca com países vizinhos. O Brasil hoje é o maior consumidor de crack do mundo. Você tem um problema de saúde pública e de segurança. O governo federal precisa liderar. Não é o problema de um estado, é de todos os estados", acrescentou.

Luciano Huck confirma que não será candidato à presidência em 2018

Luciano Huck confirmou, nesta segunda-feira, que não será candidato à presidência da República em 2018. Em artigo publicano na Folha de S. Paulo, o apresentador da TV Globo afastou as especulações sobre a sua candidatura e ressaltou que está fora da corrida presidencial. Ele destacou que seus pais, sua mulher, Angélica, seus filhos, seus familiares e seus amigos próximos impediram que se "deixasse levar pelos sons dos chamados quase irresistíveis".
"Quem se interessa pelo que sou e faço pode acreditar: vou atuar cada vez mais, sempre de acordo com minhas crenças, em especial com a fé enorme que tenho neste País. Contem comigo. Mas não como candidato a presidente", escreveu o apresentador, que prometeu ir "além da voz amplificada pela televisão, do eco das redes sociais e do instituto que criou para ajudar e agregar ao país.
Huck reforçou a visão de que é fundamental "sair da proteção e do conforto das selfies no Instagram para somar forças na renovação política brasileira".
"O momento de total frustração com a classe política brasileira e com as opções que se apresentam no panorama sucessório do País levou o meu nome a um lugar central na discussão sobre a cadeira mais importante na condução do País."

Marina diz que decide antes do Carnaval se será candidata

A ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade) afirmou, nesta segunda-feira, em São Paulo, que decidirá antes do Carnaval se será candidata a presidente. Marina afirmou que, no momento, fecha um "ciclo de reflexões" para tomar a decisão. 
Marina disse que política é um serviço e que quer estar onde possa servir o País, "sem polarização PT-PSDB-PMDB". A ex-senadora da Rede Sustentabilidade do Acre disse ainda que é muito cedo para fechar o "funil" entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na disputa presidencial. Ao comentar as acusações contra Aécio Neves (PSDB-MG), Marina sustentou que, se as investigações tivessem avançado antes, não o teria apoiado para presidente no segundo turno das eleições de 2014.
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