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Porto Alegre, sábado, 18 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Alterada em 18/11 às 01h04min

Manuela D'Ávila defende referendo sobre reforma trabalhista

Deputada disse que, caso seja eleita, vai propor um referendo sobre a reforma de Temer

Deputada disse que, caso seja eleita, vai propor um referendo sobre a reforma de Temer


Marcelo Bertani/AL/JC
Lançada pré-candidata do PCdoB à Presidência da República em 2018, a deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila, 36 anos, disse nesta sexta-feira (17) que, caso seja eleita, vai propor um referendo para revogação da reforma trabalhista aprovada pelo governo do presidente Michel Temer. Em discurso durante o 14ª Congresso do partido, ela também afirmou que as eleições do próximo ano não podem ser um debate sobre o passado e que a solução para a crise não virá de um outsider da política.
"Acreditamos que o golpe encerra um ciclo político no País. Por isso, para nós, 2018 não pode ser um momento de debate sobre o passado, mas um momento de construção de saídas e de debate sobre o futuro do País", declarou Manuela. "Não existem candidaturas outsiders. A saída é política. Por isso, defendemos uma frente ampla", acrescentou a parlamentar gaúcha.
No discurso, a deputada defendeu uma nova política de juros, câmbio e inflação voltadas para o desenvolvimento do País, "e não dos interesses do rentismo". Também pregou uma nova política industrial de substituição de importações, principalmente nos setores do petróleo, gás, químico e até do agronegócio. "Devemos pensar em um grande plano de obras públicas nas áreas de infraestrutura e morado", acrescentou.
Em discurso antes de Manuela, a presidente nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos (PE), defendeu a candidatura própria do partido em 2018, mas fez questão de fazer afagos ao PT. Ao mesmo tempo em que disse que sua legenda "entrou para valer" nas eleições do próximo ano, Luciana defendeu a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser candidato ao Palácio do Planalto. Para a dirigente, a exclusão do petista da disputa do próximo ano "seria a consolidação do golpe".
"Lula será amigo do PCdoB, assim como também Ciro", declarou Luciana, em referência ao ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional Ciro Gomes (CE), que já se lançou como pré-candidato pelo PDT a presidente da República no próximo ano. Ciro é esperado em ato político que acontecerá neste sábado durante o Congresso dos comunistas. "O PCdoB não será obstáculo para a unidade", acrescentou Luciana.
Em seu discurso, a dirigente fez críticas à gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, da qual o PCdoB participou. Na avaliação de Luciana, o governo Dilma errou ao "subestimar" a questão nacional e ao não fazer as reformas necessárias para alterar a superestrutura do Estado brasileiro, entre elas, citou a reforma política, dos meios de comunicação e tributária. "Ousamos pouco na política cambial", acrescentou, ressaltando que esse erro prejudicou a indústria nacional.
A presidente do PCdoB defendeu que o partido não deve se guiar pelo "saudosismo" nem pelo "autoflagelo" em relação aos erros cometidos pelos governos do PT. "Devemos beber na fonte desse legado", disse. "O PCdoB buscará protagonismo nesta disputa", acrescentou a dirigente. Para ela, a sigla deve aproveitar a pré-candidatura de Manuela para aumentar as filiações ao partido.
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