Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 08 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Câmara de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 09/11/2017. Alterada em 08/11 às 21h33min

Comissão de projetos do funcionalismo prosseguirá

Galerias estavam lotadas de manifestantes contra projetos da prefeitura

Galerias estavam lotadas de manifestantes contra projetos da prefeitura


EDERSON NUNES/CMPA/JC
Carlos Villela, especial para o JC
A comissão que analisa os projetos do Executivo vai continuar as atividades, mesmo após a retirada do projeto sobre os regimes de trabalho nesta terça-feira. Questões como a mudança na data de pagamento de salários e a concessão de serviços do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) à iniciativa privada foram decisivas para manter a comissão funcionando.
De acordo com informações no site da Câmara, aproximadamente 500 servidores estavam nas galerias do plenário acompanhando a sessão de ontem, que, antes da retirada do projeto, seria usada para debatê-lo em uma reunião conjunta de comissões. Ex-líder do governo, Claudio Janta (SD), que desde a saída do cargo vem elevando as críticas a Nelson Marchezan Júnior (PSDB), saudou os municipários em greve, e afirmou que projetos de revisão do regime de trabalho dos servidores como os propostos pelo Executivo não têm como ser aprovados por haver, de acordo com Janta, no mínimo "13 vereadores que estão com o funcionalismo".
O presidente da comissão, Dr. Thiago (DEM), alertou para o risco de quebra da Previdência. "Este projeto significa o uso político dos regimes de trabalho. O Previmpa (Departamento Municipal de Previdência) corre risco de quebrar, pois as pessoas vão se aposentar e ganhar na Justiça suas perdas." Airto Ferronato (PSB), que é o relator da comissão, diz que tais alterações de regime poderiam "destruir a folha de pagamento e inviabilizar o serviço público". Ele também afirmou que vai ser difícil que projetos como esse, que exijam maioria de 24 votos, sejam aprovados.
 

Legislativo intermediará relação entre grevistas e Executivo

O presidente em exercício da Câmara Municipal, vereador Valter Nagelstein (PMDB), recebeu, nesta quarta-feira, o comando da greve dos servidores públicos municipais, com a presença de representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). A mediação da greve entre os municipários e o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) será feita pela Câmara, pedido dos próprios servidores municipais, após uma série de desentendimentos com Marchezan.
Nagelstein pediu para os municipários que se encerre a greve, por conta da retirada de tramitação do projeto que alterava as gratificações e os regimes de trabalho, uma das demandas do Simpa. O vereador também repassou a Luciano Marcantônio (PTB), vice-líder do governo, os pedidos dos grevistas - entre eles, a comunicação formal da retirada do projeto sobre os regimes de trabalho, a não punição de servidores e o ajuste dos horários de trabalho para compensar os dias parados.
Como o titular do cargo, Cassio Trogildo (PTB), está em viagem a trabalho, Nagelstein, que é o vice-presidente, exerce a presidência da Casa temporariamente. A próxima assembleia do Simpa, marcada para ocorrer na tarde de ontem, foi transferida para a próxima terça-feira, dia 14.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia