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Porto Alegre, quinta-feira, 02 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

Notícia da edição impressa de 03/11/2017. Alterada em 02/11 às 21h00min

Dodge diz ser incontroverso repasse da Odebrecht

Em petição encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou ser "incontroverso" o repasse de R$ 500 mil da Odebrecht para o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.
O documento foi juntado ao inquérito sob tutela do ministro Gilmar Mendes, que investiga Nunes e o seu antecessor na pasta, o senador José Serra (PSDB), por suposto recebimento de vantagem indevida da empreiteira baiana. "É fato incontroverso que houve o repasse de recursos para a campanha do senador Aloysio Nunes. Resta investigar a origem destes recursos e a finalidade do repasse, o que será elucidado na oitiva do colaborador Arnaldo Cumplido (ex-executivo da Odebrecht), a quem incumbia analisar a viabilidade do pagamento da propina", afirma Dodge em seu despacho.
Os R$ 500 mil teriam sido repassados pela empreiteira no ano de 2010, como forma de ajuda para a campanha eleitoral. No TSE, não consta a doação declarada oficialmente. Na petição de seis páginas, datada de 24 de outubro, Dodge pede que o inquérito seja desmembrado, para que Nunes e Serra sejam investigados separadamente, e solicita que o ministro seja ouvido novamente pela Polícia Federal para explicar quem foi a pessoa que o apresentou ao delator Carlos Armando Paschoal, ex-diretor da empreiteira em São Paulo.
O pedido de desmembramento, segundo Dodge, é necessário porque os fatos investigados não possuem conexão. Enquanto Nunes foi citado como destinatário de dinheiro para campanha, Serra aparece em citações sobre pagamentos relacionados a uma obra viária em São Paulo.
 
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