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Porto Alegre, terça-feira, 28 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 29/11/2017. Alterada em 28/11 às 21h47min

Pilares da nacionalidade

Conceição Maria Rocha
Incautos, visionários ou formadores (falsos) de opinião defendem o conformismo, quando se trata de educação, saúde, segurança com o surrado jargão? Vai melhorar! Afirma-se que educação, saúde, segurança são pilares da nacionalidade, que se transforma no chamado Estado Democrático de Direto. Será? Não estará aqui uma dose, generosa, de hipocrisia? Vejamos como se assentam tais pilares: 1) Educação: há muitos anos, por leniência e apatia de sucessivos gestores, a educação enfraqueceu a ponto de se tornar, oficiosamente, propriedade (privada) de sindicato, que dá as cartas e joga de mão, manda e desmanda sem entraves! Decide como e quando haverá paralisação, que é recorrente a cada ano; catequiza, de forma ociosa, seus seguidores, sobre o que deve prevalecer no ensino, a ideologia a ser adotada. Enfim, tem reserva operacional na classe trabalhadora. Nada e ninguém interfere no seu oficioso poder, nem mesmo a família.
A família, cujos direitos e deveres, em se tratando de educação, estão expressos na Constituição Federal (artigo 205 e seguintes), jaz amordaçada, se acovardou, de joelhos tudo aceita. Não protesta, não exige qualidade no ensino, não reage diante de férias extra período escolar, o "descanso remunerado", enquanto seus filhos, na rua, desocupados, estão à mercê dos gaviões do tráfico, ávidos por mais "soldados" para seu comando do pó...
A família aceita a precariedade do ensino de tal forma que até já surgiu expressão nova: "analfabeto funcional", que qualifica o educando que reconhece as letras do alfabeto, mas se engasga quando deve juntá-las na leitura corrente; 2) Saúde: agonia na UTI dos hospitais públicos, pois há "fartura" de tudo: leitos, medicamentos, produtos de higiene, pessoal para atender à demanda da população. Na esfera particular, muitos hospitais penam, recebendo valores irrisórios pelo atendimento via SUS (ou "susto"), e alguns estão por cerrar as portas, como o antigo e excelente Hospital Beneficência Portuguesa. Lastimável! O caos, na Saúde, há muito se instalou! De quem é a culpa? 3) Segurança: Como mau político, corrupto, frente à Justiça, façamos coro: nada a declarar! Todos somos reféns do crime organizado e até do crime desorganizado, porque qualquer pé de chinelo nos ataca e leva nossos pertences, quando não a nossa própria vida. Isto posto, resta-nos dizer: Salve-se quem puder! Isto é Brasil, sil, sil...
Advogada
 
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