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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Internacional

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Vaticano

Notícia da edição impressa de 28/11/2017. Alterada em 27/11 às 23h29min

Em Mianmar, Papa deve tratar sobre rohingyas

O Papa Francisco pousou ontem na cidade de Yangon, em Mianmar, para o início de uma visita delicada do líder da Igreja Católica ao país majoritariamente budista, que os Estados Unidos e a Organização das Nações Unidas (ONU) acusaram de realizar uma "limpeza étnica" contra sua população de muçulmanos rohingyas.
O tratamento da minoria deve ser o principal tema da viagem do Papa, que também irá a Bangladesh, para onde mais de 620 mil rohingyas fugiram para escapar do que a Anistia Internacional qualificou como "crimes contra a humanidade".
Após chegar a Mianmar, Francisco se encontrou por 15 minutos com o general Min Aung Hlaing, chefe do Exército birmanês. Os militares negam as acusações de assassinato, estupro, tortura e deslocamento forçado da minoria. Os detalhes da conversa não foram revelados, mas o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, disse que o pontífice destacou a "grande responsabilidade" que os militares têm na transição democrática do país.
Apenas cerca de 700 mil dos 51 milhões de habitantes de Mianmar são católicos. A viagem é tão delicada que alguns assessores papais aconselharam Francisco a não usar a palavra "rohingya" para evitar um incidente diplomático que poderia virar o governo e os militares contra a minoria cristã. O êxodo dos rohingyas do estado de Rakhine para Bangladesh começou no final de agosto, quando militantes rohingyas atacaram postos de segurança, e o Exército de Mianmar lançou uma contraofensiva. O país não reconhece os rohingyas como cidadãos ou membros de um grupo étnico distinto com identidade própria e rejeita até o termo e seu uso.
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