App é gerenciado por uma equipe de nove pessoas, de áreas distintas App é gerenciado por uma equipe de nove pessoas, de áreas distintas Foto: REPRODUÇÃO/JC

'Tinder dos serviços' une profissionais e consumidores

O Triider é uma plataforma digital que conecta pessoas que precisam de serviços aos profissionais que atendem às demandas em áreas diversas.
Criada por Juliano Murlick, 38 anos, com outros três sócios - Tiago Murlick, 33; Aline Murlick, 35; e Paulo Gil, 37 -, a empresa tem sede em Canoas. A ideia surgiu quando Juliano e a esposa precisaram de serviços de reforma e pintura para a casa. Ao recorrerem às listas amarelas, se depararam com muitos prestadores de serviço. No entanto, o casal queria referências. A preocupação em saber quais profissionais haviam boas recomendações motivou o empreendedor, que sempre trabalhou na área de tecnologia.
O aplicativo, que tem mais de 12 mil usuários, segue a máxima de fazer com que as pessoas contratem os serviços que precisam de forma rápida, simples, mas, principalmente, qualificada. Todos os profissionais disponíveis na plataforma passam por um processo de checagem da documentação, do endereço e, até mesmo, das referências dadas.
Juliano e sua equipe valorizam os feedbacks, pois isso facilita a busca dos próximos usuários. Com 95% dos serviços avaliados, exibem, com orgulho, a média de 4,8 nas avaliações. Além disso, segundo ele, na maioria das vezes, o contratado não é o serviço com o orçamento mais barato, mas o melhor avaliado.
Para garantir as boas notas, o Triider possui uma equipe que trabalha para que, sempre que houver uma nota abaixo de 4 pontos, sejam constatados os problemas e feitas reparações. Em cerca de 3,4 mil serviços prestados, houve apenas 10 reclamações.
Mesmo que raros, os problemas são resolvidos em um pós-atendimento, com o intuito de gerar uma boa experiência ao usuário da plataforma. Com isso, todos os serviços possuem garantia em relação a negligências por parte dos prestadores.
Os profissionais interessados em ofertar seus serviços na plataforma podem se cadastrar através do aplicativo, em um procedimento totalmente digital. Qualquer pessoa pode fazer parte do time, porém, para garantir boa demanda aos prestadores de serviço, novos profissionais vão sendo adicionados, ao passo que a demanda cresce.
Para Juliano, esse método é uma forma de estimular os profissionais a usarem a plataforma. "Não adianta eu ter 100 profissionais para uma demanda de 16. Muitos deles não vão ter trabalho e, assim, vão perder o interesse em estar lá", pondera. "Nós temos uma proposta de valor para o lado do profissional e para o cliente", elucida.
A monetização se dá por meio de comissões. O Triider cobra 12% do valor dos serviços prestados pelos profissionais. Taxa que, segundo Juliano, é baixa, se comparada aos outros aplicativos semelhantes. "Nós ganhamos apenas quando geramos valor para o profissional", garante.
Apesar da semelhança, de nome e funcionamento, o aplicativo não possui relação com o Tinder. A intenção dos fundadores era criar uma palavra que não existisse e que fosse utilizada como verbo. "Como o pessoal fala hoje em dia 'dar um Google', quando quer pesquisar algo na internet", explica. Com a campanha "Chame o Triider", a empresa visa incorporar a palavra ao vocabulário dos usuários.
Há um ano e meio em operação, a equipe pretende expandir o produto para outras 10 capitais brasileiras, entre elas, Rio de Janeiro e São Paulo. Porém, apesar de ser um app recente, o produto passou por diversos testes e chegará maduro às demais regiões, salienta Juliano.
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